Opinião

Taxa de seguros

Existe um grande desafio a ter em conta nos próximos anos, uma vez que as taxas de crescimento do sector baixaram muito em função da crise, comparados com os anos anteriores, que para nós não significa ser o mal maior, pois temos que continuar a investir mais. É preciso que as empresas de seguro continuem a vender seguros deixando com que os agentes preocupem-se com outros sectores da actividade a exemplo da formação técnico-profissional e outros. 

Existe um grande desafio a ter em conta nos próximos anos, uma vez que as taxas de crescimento do sector baixaram muito em função da crise, comparados com os anos anteriores, que para nós não significa ser o mal maior, pois temos que continuar a investir mais. É preciso que as empresas de seguro continuem a vender seguros deixando com que os agentes preocupem-se com outros sectores da actividade a exemplo da formação técnico-profissional e outros.
As últimas pesquisas apresentadas ao mercado 2016/2017 pelos diferentes actores do sector segurador e agentes económicos apontavam uma baixa na qualidade de oferta de serviços, mas também um índice alto de introdução de novos agentes mediadores e correctores, assim como novas seguradoras que, a nosso entender, deveriam melhorar a relação com as pessoas e com as empresas, fazendo diminuir o divórcio que paira entre as partes.
Para que as pessoas continuem a apostar no sector, as seguradoras devem melhorar e apresentar índices qualitativos na disposição de produtos e inovar a oferta. É importante que a relação de Seguradora e Segurados melhore, pois só assim, vai melhorar a taxa de penetração de seguros a menos de 1 por cento, comparado com a taxa aceitável que ronda aos 17.
Hoje assistimos um mercado segurador que procura se estabelecer de forma gradual no nosso país, que em certa medida é bom para as empresas e para os cidadãos. A procura do conhecimento sobre as matérias ligadas ao sector já é visível, mas é preciso continuar a investir cada vez mais no homem.
Estamos perante os dois desideratos entre o pensamento e a materialização do facto. Esperamos que, no curto prazo, existe um casamento perfeito entre ambos de modo a que se consolide a actuação do sector.
O papel do mediador de seguros também é importante para garantir o futuro das seguradoras, uma vez que estes desempenham funções que salvaguardam interesses de ambas as partes, são os mediadores que regulam a relação mediante qualidade de prestação de serviço e rigor na informação.
Um outro aspecto a ter em conta, no futuro do mercado segurador, são os seguros contratados online, além de ser vantajoso, é mais prático, rápido e económico. As seguradoras e os mediadores de seguro devem estar preparados para se adaptarem e conviverem com este novo paradigma.
O mundo digital é uma realidade nos dias de hoje e acreditamos que ao longo dos próximos anos vai evoluir ainda mais, e mais…
A fiscalização do mercado segurador parte da Arseg e o investimento do Executivo deve continuar é importante que as práticas adoptadas pelas seguradoras, bem como as normas decretos e a leis vigentes, carecem de adaptação em função das transformações que ocorreram no mercado nos últimos 15 anos. É fundamental que todos os outros intervenientes do sector adoptem medidas alinhadas aos padrões aceites internacionalmente, todos devem observar as normas internacionalmente aceites para que possam estar à altura das outras seguradoras globais. São entre outras exigências que não devem ser ignoradas para não comprometer o futuro.
Olhar para o futuro do mercado segurador é mais do que emitir uma simples apólice, é sobretudo atender todos aspectos que estão na agenda do desenvolvimento global, afinal, o mundo hoje está na ponta de um click.
Os profissionais da actividade seguradora devem estar à altura das exigências do mercado nacional e internacional, devem partir para um plano de formação permanente de modo específico e especializado, a exemplo do plano de carreiras, participação em workshops, mesas redondas, promoção de debates técnicos para que possam estar preparados e enfrentar o futuro e responder o presente.
Outros factores que estão associados à actividade estão fora do controlo das pessoas, factores como alteração dos preços no mercado, que afectam gradativamente a gestão e os contratos de seguro, fazendo com que as seguradoras adoptem mecanismos de ajuste de forma gradual e permanente. A nível do mercado de seguros, quem estiver mais preparado sobreviverá às flutuações e incertezas impostas pelo mercado, além de que este é um tema que as próprias seguradoras dominam, incerteza futura, será que têm feito este exercício?