Opinião

Seguros e o futuro

Uma sociedade com cultura sólida de seguros reduz significativamente os seus problemas de fórum económico e social.

Uma sociedade com cultura sólida de seguros reduz significativamente os seus problemas de fórum económico e social.
Quem determina o futuro das organizações são as pessoas e todos os fenómenos à sua volta, assim como os segurados, correctores, mediadores e seguradoras.
Os seguros estão caracterizados como o pulmão da actividade económica e social de qualquer Nação, e é importante que o cidadão e as companhias de seguro saibam cada vez mais jogar verdadeiramente os seus papéis sociais e económicos para garantir a sobrevivência e a manutenção de todos os interesses, entre as partes.
O futuro do sector segurador em Angola está associado à qualidade de serviço que as seguradoras devem prestar aos seus segurados e potenciais segurados, partindo deste pressuposto, estaríamos a admitir que os segurados de hoje serão os potenciais agentes de marketing fazendo com que outros sejam atraídos para contratação de novos produtos cada vez mais.
Os segurados estão cada vez mais atentos e a qualidade de serviço que as seguradoras prestam, bem como as respostas que estas dão as expectativas dos segurados preservam a relação entre as partes de um lado o negócio maximizasse e de outro ver os seus bens salvaguardados com retornos a curto prazo, mediante regularizações de sinistros sumários.
O bem-estar, tranquilidade individual e colectiva, solidariedade, satisfação das necessidades sociais, segurança social são entre outras funções sociais dos seguros. Para o presente e futuro, estas funções representam factores fundamentais para continuidade da vida em sociedade e é o que as pessoas buscam e as seguradoras podem e devem oferecer estas garantias mediante qualidade de trabalho.
A vida em sociedade impõe modificações permanentes que ocorrem todos os dias, pois os acidentes fazem parte destes factores. As seguradoras existem para subscreverem apólices de seguro, pagar/regularizar sinistros pelo contrário não terão futuro. É um de falso problema a ideia da falta de cultura de seguros, o que existe é um afastamento entre seguradoras e segurados, fruto da má qualidade de serviço prestado através do qual os seguradores e potenciais segurados não vejam as seguradoras como parte de resolução dos seus problemas. Por outro lado, existe também a figura do mediador que nem sempre faz a sua parte de forma qualitativa, deixando muitas das vezes dúvidas que periga mais esta relação contratual, quem perde é a sociedade, a economia e o Estado em primeira escala.
Existem factores na actividade seguradora que devem ser preservados, como o princípio da boa-fé na relação jurídica contratual, o dever da participação do sinistros nos prazos estipulados, assim como a regularização do sinistro à luz do contrato existente entre as partes.
O futuro das seguradoras estão associadas à produção e subscrição dos microsseguros, este é um outro factor que não deve estar de fora da agenda das seguradoras, isto é, seguros à medida do bolso dos segurados e os seguros regionais. A gestão dos contratos de seguros não obedecem a critérios standards, e devem ser abertos e flexíveis que permitam negociações nos mais variados quadrantes, como já se pratica em outros mercados.
Quanto maior a dificuldade, maior a capacidade de inovar, pois o sector segurador deve aproveitar este momento da crise para fazer chegar aos cidadãos a importância dos seguros, visto que hoje o poder de compra é menor e a necessidade de se proteger é maior, mas é importante que as seguradoras invistam nos microsseguros, os ditos seguros pequenos para todos os bolsos, afinal, a mutualidade é um dos princípios da actividade seguradora e não deve ser ignorada.
A preocupação do futuro dos seguros em Angola é de todos, aliás, deveria ser, uma vez que a falência desde a forma transversal atinge todos os agentes da acção, particularmente os profissionais de seguro, seguradoras, correctores, mediadores, empresários, enfraquece a acção do Estado no que toca à manutenção e gestão de acidentes que ocorrerem a todos os sectores da vida económica e social, uma vez que os seguros são agentes complementares da gestão da vida social e económica.