Opinião

Saúde vs educação

Normalmente, como de resto, tenho enfatizado, aqui neste espaço do “Economia & Finanças”, a par dos sistemas de saúde e educação, outras incidências desde então, influem no incentivo aos investimentos nas economias.

 São os casos nomeadamente, da estabilidade política, da capacidade energética e distribuição da água, do nível tecnológico, das vias de comunicação, da lei fiscal vigente, do sistema financeiro,bem como, do custo dos insumos inerentes à produção nacional.
Entretanto, ao que factos indicam, as várias insuficiências/fragilidades que possam existir num dado sistema nacional de saúde, por regra, tornam os agregados familiares expostos permanentemente a problemas de saúde, ou a dispor de escassos meios de sanidade pública, dando azo no seio das organizações, em vezes não calculadas, as impontualidades e as dispensas ou absentismos, a pedido ou a favor dos membros dos agregados familiares, quando nas vestes de empregados. Em contrapartida, as “dores de cabeça”, na hora de os promotores e empresários contratarem pessoal de elevada qualidade, proactiva e capaz de atender às exigências e expectativas do mercado interno, essencialmente, é um fenómeno, típico de uma rede nacional de educação frágil e menos credível e, portanto, com necessidade de ganhar ajustes - Para por via disso, se poder fomentar em números e em qualidade o mercado de recursos humanos. Cenário que, levará a reboque, a competitividade entre os profissional -. Daí exigir que, por vezes, os investidores recorram à importação de know-how, que em certa doze, é mais oneroso à produção, para além de constituir uma “menos-valia” ao equilíbrio de preços no mercado e ao poder de compra das famílias.
Convenhamos notar que, devido ao elevado valor e impacto do tema da presente peça, na vida de cada entidade económica, é merecedor de irremediavelmente postular lá na “linha da frente”, nas políticas públicas de qualquer governo, que na verdade, queira ver competitivos os mercados de trabalho e de recursos humanos nacionais. Abro aqui um parênteses, para dar um exemplo de realce, o caso “Cuba”: Um país nobre, sem recursos naturais e riqueza financeira por ai além,se comparados com outros países mesmo até daqui de África, que tratou de priorizar, sem mãos a medir, a solidez e credibilidade destes dois sistemas. Por culpa disso mesmo, se tornou numa potência mundial nestes sectores e grangeia respeito no contexto mundial.
No fundo, como aliás se pretendeu dizer nas entrelinhas acima, a valência de cada Estado, reside grandemente, na qualidade dos recursos humanos que tem e com que conta para responder aos desafios. Ou seja,a saúde e a educação, são a “base”de todas as outras políticas públicas que possam surgir, logo, eu não acredito numa diversificação económica séria e sustentada,diante ainda de inúmeras debilidades/insuficiências prevalecentes nos sectores em voga. Mas afinal, quem irá produzir e prover eficiência às organizações e riqueza ao país? Quem irá gerir a coisa pública e traçar as mais acertadas políticas públicas? Enfim.Claro que, os agentes económicos menos avisados ou os leigos e paralelamente, aqueles que a todo o momento gozam de dispensas e ausências nas organizações, fruto, do seu mau estado de saúde - e de outros males arrastados por um sistema de saúde frágil-, estes, absoluta e exageradamente contribuem pouco, na produção e riqueza das organizações, das famílias e mesmo até dos Estados. Estes que, em bom rigor, precisam de cabeças que valem e, de homens saudáveis, dispostos e comprometidos a produzirem mais e melhor do que ontem. O inverso, nana-ni-nanão! Pois, torna a coisa insustentável!
Quanto a nós, as eleições de Agosto próximo, é que estão na moda. Assim sendo, relativamente às propostas de governo de cada concorrente político, eu pelo menos, já me decidi: vou prestar maior foco, em primeiro lugar às estratégias de cada concorrente, relativas a melhoria dos nossos sistemas de educação, saúde e de energia e água; seguidamente, como cada um, pretende consolidar a nossa paz, a democracia e a estabilidade política nacional; depois, os quesitos de mitigação da desigualdade social e de melhoria da igualdade de oportunidades; em quarto posto, vou analisar a letra, as estratégias anticorrupção. E depois o resto! Companheiros, vamos todos ao voto!