Opinião

Nova etapa

Desde 26 de Setembro de 2017, Angola adoptou um novo slogan de governação de forma soez no seu novo ciclo da geografia económica, muito mais a ver com aquilo que constituem os factores impeditivos que grassam o mercado, como a corrupção, nepotismo, impunidade, compadrio, oportunismo, lavagem e branqueamento de capitais. Há outras mais estritamente específicas que têm muito a ver com a energia e água que acabavam por ser o “pão-nosso de cada dia”. Sem energia e água, não há desenvolvimento da economia. Tudo fica parado!

Desde 26 de Setembro de 2017, Angola adoptou um novo slogan de governação de forma soez no seu novo ciclo da geografia económica, muito mais a ver com aquilo que constituem os factores impeditivos que grassam o mercado, como a corrupção, nepotismo, impunidade, compadrio, oportunismo, lavagem e branqueamento de capitais. Há outras mais estritamente específicas que têm muito a ver com a energia e água que acabavam por ser o “pão-nosso de cada dia”. Sem energia e água, não há desenvolvimento da economia. Tudo fica parado!
Das questões gerais e específicas, ressalta-se igualmente a crise económica e financeira, que desde 2014 dilacera a economia nacional, dificultando a vida das famílias no seu todo que, o pouco dinheiro que auferem, não serve para cobrir pelo menos um terço das suas despesas. Hoje, mais do que nunca, há um fulgor de posicionamento de forma mais directa, desapaixonada e objectiva das questões colocadas à mesa pelo Executivo, cuja abordagem tem sido frequente, prometendo virar-se a página no curto e médio prazo, sendo já o cartão-de-visita do seu programa até 2022, sufragado nas urnas de 23 de Agosto último, cuja materialização começa a ser accionada.
O percurso é ainda longo e tangível, pois os resultados tardam mais acabam por chegar. Mas, os media estes, quer os generalistas, quer os de especialidade, cumprem cabalmente com o seu papel de informar, recrear e entreter o seu público-alvo: leitores, ouvintes ou telespectadores.
No caso específico do Jornal de Economia & Finanças, título da Edições Novembro, que já existe desde 19 de Agosto de 2008, tem a missão semanal de divulgar factos de fórum económico-financeira com alguma lisura e seriedade. O jornal está cada vez mais a se adequar aos novos tempos. O momento, pois, confere-nos a novos paradigmas de comunicar nessa Nova Economia a que se chama “Novo Normal”. No ano que terminou, o jornal saiu com 52 edições, destacando assuntos diversos desde opinião ao lazer. Trouxemos mais de 100 artigos de opinião, mais de 40 entrevistas com especialistas e cerca de 30 reportagens, entre as quais o retrato dos bairros, vilas e distritos comunais, quer em Luanda, quer em algumas províncias, com realce para a comuna do Dondo (Cambambe), cidade do Cuito (Bié), do Huambo, Dongo (Huíla), Lumbo (Cabinda) e Conda (Cuanza Sul). Das reportagens, há a destacar o negócio de reparação de telemóveis, jovens com notoriedade na política, economia, ensino e nas empresas públicas e privadas, retrato do Mercado dos Correios, do Gamek, Estalagem, negócios na Mutamba, Avó Kumbi e das velhas profissões (alfaite e sapataria), entre outras.
Já em 2018, estamos aqui para renovar o compromisso reiterado de informar aos nossos leitores, sem os quais não existíssemos, dando enfoque ao cidadão, que é o beneficiário final dos projectos económicos e sociais, sobretudo empresas, empresários, empreendedores, estudantes e outros players do mercado. Continuaremos a perseguir os padrões desse tipo de jornalismo especializado, dando ênfase à divulgação de assuntos ligados à banca, finanças, de empresas e infra-estruturas, além dos acontecimentos económicos mundiais. Trazer especialistas para analisar fenómenos económicos e financeiros com profundidade será, igualmente, o nosso raio de prioridade nas abordagens ao longo do ano. Os esforços dos profissionais do jornal estarão orientados igualmente para a identificação de potenciais empreendedores, sobretudo projectos inovadores, desenvolvidos e implantados preferencialmente no interior. Exemplos construtivos de boa cidadania empresarial serão destacados, envolvendo responsabilidade social e actividades que ajudem a promover o ser humano e a economia. O tratamento dos conteúdos tenderá
ao jornalismo analítico.
Ao fechar, auguremos que as metas traçadas sejam alcançadas, quando mais se desenhou uma estratégia de comunicação que permitirá ao Executivo informar sobre a evolução da implementação do Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM), apresentado em Luanda pelos executores da política económica e social do país.