Opinião

Gestão racional

Refere-se ao uso cauteloso dos recursos postos à nossa disposição com vista a maximizá-los, ou pelo menos, a estabilizar as suas características, não perdendo de vista o amanhã.

Refere-se ao uso cauteloso dos recursos postos à nossa disposição com vista a maximizá-los, ou pelo menos, a estabilizar as suas características, não perdendo de vista o amanhã. Vulgo, é a escolha de modelos de produção, de distribuição ou partilha de bens e serviços e de consumo, com vista ao cumprimento ou à feitura eficiente e eficaz dos objectivos finais, dando ênfase a salvaguarda da satisfação das necessidades do “hoje”, assim como do “amanhã”.
Entretanto, a gestão racional dos recursos (materiais e imateriais) disponíveis, não deve ser tido, apenas em momentos de crise financeira ou de carência de recursos. vulgo, a proactividade, é um processo que, desde já deve ser treinada, e fazer parte dos nossos afazeres no dia-a-dia. “Agir localmente, pensando global”, deve ser a tónica dominante… e constitui instrumento espinhoso para a sustentabilidade.
Os elementos abaixo, alguns dos quais, vistos em abundância no nosso contexto, são alguns exemplos de actuações irracionais, e que em nada beneficiam a tão almejada sustentabilidade: Escrever nas carteiras das escolas e sujar as paredes destas; o arremesso de lixo ao mar e aos rios; a caça mortífera e ilícita de animais; o abate de árvores sem o devido processo de substituição; manter as lâmpadas lá de casa acesas e outros aparelhos domésticos ligados, em momentos imprecisos; o garimpo ou a exploração clandestina dos canais de águas públicas e dos minerais; o uso desenfreado da água, para fins domésticos; o marasmo ou a frágil emancipação dos símbolos, da historia e da cultura nacionais; a fuga ao fisco; a não diversificação da economia em momentos de vacas gordas; servir-se do erário e das infra-estruturas públicas, para fins pessoais ou familiares, bem como, a parcialidade e a exclusão (em razão da cor da pele, do status social ou da cor partidária, etc) no trato das questões…
Normalmente, a gestão racional, dá lugar ao crescimento económico, sendo este, a base/estratégia do desenvolvimento sustentável, definido como sendo, o atendimento firme e duradouro, da satisfação das necessidades ou anseios ligados aos seguintes sectores:
Ambiental refere-se à biodiversidade, à flora e fauna, à gestão adequada do lixo e de ouros elementos corrosivos ao meio ambiente; Económico-social e financeiro – trata-se da salvaguarda das alternativas de bens e serviços e das condições infraestruturais sociais e económicas, etc; Sociopolítico – tem que ver com a representatividade e a participação dos cidadãos, na vida politica do pais, com a democracia, a garantia dos direitos humanos e com a justiça social; E ao sector cultural – ligados a promoção sadia, sobretudo dos traços, símbolos e da cultura nacional, impactando positivamente a vida dos cidadãos.
O termo desenvolvimento sustentável defende que as gerações presentes, devem pensar e viver com aquilo que lhes é indispensável, sem condenar as futuras gerações. As abordagens atinentes ao assunto… tiveram o seu início em 1992, altura em que se realizou a conferencia “Eco-92”, no Rio de Janeiro, no Brasil, onde foi estabelecida a agenda 21. Tal dossier, estabeleceu a importância de cada pais em se comprometer localmente, através de políticas concretas, conducentes a resolução dos mais variadíssimos problemas que afectam sobretudo a vida sócio-ambiental.
Em toque conclusivo, por um lado, agir local, pensando globalmente, e por outro, ter a inclusão e a coesão nacional, como peças participes, tidos e achados nas políticas públicas, é uma mais-valia ao interesse nacional.
Aliás, a respeito da gestão racional, recentemente, num encontro em Luanda, responsáveis de várias reunidos só reiteram uma lição que, vezes sem conta, se rebate na academia: a ealização de uma boa gestão dos arquivos das instituições do Estado e privadas permite aos cidadãos o acesso aos documentos e às informações com muito mais facilidade.