Opinião

Expectativa dos agentes

Como era de se esperar, somam-se as expectativas dos agentes económicos, em relação ao desempenho do novo governo.O pano de fundo, prende-se, essencialmente, na“demanda” por dias melhores, que subentende-se em haver mais, “de tudo um pouco”, nomeadamente só para citar.

Um mercado de trabalho mais diversificado, poderoso e menos sofrível, onde a informalidade seja severamente reduzida e, a sã concorrência e a competitividade, sejam a tónica dominante. Do lado do executivo, este ciente das suas incumbências, ao não querer deixar os créditos em mãos alheias, não pára, e vai avançando com algumas medidas, visando sobretudo suavizar o fruto negativo da crise, e dar ânimo e confiança
ao mercado de trabalho.
A prior, penso que, poderá ser uma mais-valia para o mercado de trabalho, o repatriamento de capitais, ora defendido pelo chefe de Estado. Sendo que, para dar vasão a esse quesito, assistiu-se a aprovação pelo Conselho de Ministros, a 7 de fevereiro do corrente,do anteprojecto lei de repatriamento de capitais, sediados no estrangeiro; A privatizaçãodaquelas empresas públicas ineficientes, e que apenas representam custos aos cofres do Estado; uma outra medida de que me revejo, é a lei da concorrência, com que o executivo quer contar e, de que a nossa economia bem precisa para pôr termo aos monopólios; Por outro lado,o chefe do Estado, dá sinais de pretender, sempre que o momento urgir, não só auscultar os empresários, mas paralelamente a isso, encetar medidas que concorram para a mitigação das suas inquietudes - que em boa verdade, empurraram para a falência algumas empresas e, tantos cidadãos para o desemprego, cenário que pinta de negro a prosperidade das famílias, que vezes sem conta, têm na informalidade, a tábua de salvação, enfim -,para além disso, o chefe, peremptória e recorrentemente, tem enaltecido a necessidade de se promover a transparência, sobretudo na gestão da coisa pública, no combate veemente da corrupção, através essencialmente, do fim da impunidade.Todas estas medidas, apesar de populistas, são também bastante salutares, no que se refere a mitigação do impacto da nossa crise, para além de em particular, fazer (re)nascer o optimismo no seio dos agentes, incluindo mesmo até, dos investidores. Estes que, em bom rigor, são o ar de que qualquer economia precisa para respirar e viver!
Como os recursos humanos são o principal meio de desenvolvimento das organizações e das economias no geral, precisamos de entender que, doravante –a partir do presente ano, e quiçá até aos próximos dez ou quinze anos, os nossos “OGE”, possam prestar mais ênfase aos sectores da educação e saúde, podendo a verba cabimentada, de ano em ano, a cada um destes sectores, ser maior, quando comparada com qualquer outro.
Ao contrário, sinceramente, não chegamos lá! É que, o sistema de educação, deve irremediavelmente acompanhar a pedalada do nosso crescimento demográfico, de cerca de 3 por cento anual, para também dar sustentabilidade ao sistema de saúde e ao crescimento económico que, infelizmente,
também não tem sido lá grande coisa.
Sendo que o exíguo crescimento da nossa economia, é no fundo, um dos culpados de as supostas verbas que o OGE 2018 atribui(rá) à educação e saúde não corresponder às expectativas e, nem sequer agradar a esmagadora maioria dos angolanos.
O sistema de educação ao ser mais profícuo, a importação massiva de recursos humanos qualificados, há muito, típico em Angola, será desmotivada. E pronto, menos divisas para serem gasta+s à-toa!
Antes do fecho da peça, recordo, citando o que disse o nosso presidente, a quando da mensagem de fim de ano à nação: “precisamos de dar, com alguma coragem e determinação, novos passos em frente, vencendo os constrangimentos ainda existentes e encarando com realismo os novos desafios, de modo a diversificarmos decisivamente a nossa economia, e atingirmos o desenvolvimento sustentável,
com inclusão económica e social”.