Opinião

Custo e codificação

O custo, classificação ou codificação patrimonial é um tema que muitos gestores nas empresas pouco dominam, preocupando-se apenas com aquisição de viaturas pessoais, já que são estes meios que os mesmos acham serem os mais importantes, por usarem no seu dia-a-dia. Mas enganam-se os gestores que pensam desta forma, como prova estes gestores têm tido dificultadades na gestão do património das empresas sob sua alçada.

O custo, classificação ou codificação patrimonial é um tema que muitos gestores nas empresas pouco dominam, preocupando-se apenas com aquisição de viaturas pessoais, já que são estes meios que os mesmos acham serem os mais importantes, por usarem no seu dia-a-dia. Mas enganam-se os gestores que pensam desta forma, como prova estes gestores têm tido dificultadades na gestão do património das empresas sob sua alçada.
De forma análoga, é interessante que na implantação de controlo patrimonial haja uma adequação à Lei patrimonial, com devidos detalhes e aperfeiçoamento do controlo dos bens, mediante a identificação física e codificação
contabilística e patrimonial correcta.
Um factor de extrema importância é o tratamento do activo imobilizado da empresa, tal que pertence a uma sub-categoria do activo permanente, e tem o seu registo na empresa através do custo de sua aquisição. O custo agregado ao activo pode ser relacionado ao seu valor de aquisição quanto ao seu custo de construção. Actualmente não se utiliza o modelo de etiqueta ao lado, utiliza-se, sim o modelo com código de barras, ou micro chip activo ou passivo. O que significa que todo património da empresa deve ser codificado, ate mesmo o próprio gestor patrimonial no caso,
através do seu numero mecanógrafo.
Um facto a ser relacionado ao valor do activo imobilizado é quando este é adquirido por terceiros e leva em conta outros factores para o seu completo funcionamento, no caso de instalações, adequação para correcto funcionamento. O valor de aquisição é o factor essencial para cálculo de todas as despesas com transporte,
instalação e transferência dos bens.
Para gerir todos os activos de uma empresa, tem por tendência em diferencia-los e agrupá-los para facilitar o processo. Há dois grandes grupos de classificação, que diferenciam os bens tangíveis, dos bens intangíveis. Basicamente a relação dos bens na sua classificação é bem intuitiva, sendo os bens tangíveis aqueles que existem fisicamente, objectos concretos, que podem ser manuseados e vistos. Temos como exemplo, os recursos Humanos, veículos, Máquinas, Ferramentas, Equipamentos, Terrenos e Construções, Móveis e Utensílios. Já os bens intangíveis, são abstractos, tem o seu valor como documentos que garantem direitos, como posse jurídica, direito de publicação, uso de processo, exploração e extracção, marcas e patentes industriais e comerciais.
Este valor de depreciação será registado periodicamente, em sucessão nas contas de depreciação, até que haja depreciação total sendo o meio chegar a obsolescência ou desgaste total. Na manutenção e controlo das depreciações, o procedimento de desgaste é computado anualmente em contas acumuladoras ou contas transitórias de saldo, e deste modo o processo segue com tais valores contabilizados como custo de despesa operacional. No processo de depreciação total, quando a depreciação alcança os 100 cem por centos, e neste caso o bem ainda existe fisicamente na empresa, o activo é baixo contabilisticamente,ao efectuar a sua venda, doação ou finalização de utilidade. O que se têm notado na maioria dos técnicos iniciantes na gestão patrimonial, é que a depreciação não é considerada como um custo no ponto de vista económico, mas sim como uma fonte de recursos para a utilização dentro da empresa. Porém, no geral, a sua caracterização é de despesa operacional sem desembolso.
A necessidade de se efectuar abates em imobilizados deve-se primeiramente da necessidade de contabilizar tais dados para benefícios monetários à empresa. Tais abates geralmente são efectuados diante dos activos que obtiverem o total de depreciação, ou mesmo aqueles que foram vendidos.
O activo imobilizado é também caracterizado nos custos necessários para benfeitorias, seja em bens alocados ou arrendados. Outro ponto relevante é que, caso haja modificações ou inversões em bens de forma permanente, mas que não seja para utilização em operações, deverão ser classificados em outro grupo distinto.
Um ponto chave no processo de controlo patrimonial das empresas é constituir bases fortes na classificação contabilística, com o controlo e codificação dos activos da empresa, e uma estruturação destes processos bem elaborados, com documentação e análise de previsões.
Todas as empresas possuem metas específicas, além de estratégias para alcançar o sucesso almejado. Tal processo é fundamental para o controlo do património, e direccionamento do capital investido objectivando os lucros e o sucesso.
Para o sucesso de cada projecto singular, é indispensável a utilização das técnicas que compõem a correta gestão patrimonial da empresa.
Nenhuma empresa sobrevive sem uma boa gestão patrimonial, pois só a partir disso é que se pode saber qual é o activo, passivo ou situação líquida, conseguindo-se avaliar com a realização de um raio X da saúde financeira do negócio. Isso ajuda avaliar aspectos fundamentais como a liquidez ou endividamento da empresa. É mais do que muita gente a pensar que é contar quantas cadeiras e computadores que a empresa possui,
mas sim sobretudo o capital humano.