Opinião

Crescimento demográfico

O crescimento demográfico ou populacional é a subida em números de pessoas num dado espaço geográfico e durante um certo período em análise enquanto que o crescimento económico é em síntese, o aquecimento do rendimento nacional agregado de um Estado, comumente representado pelo Produto Interno Bruto (PIB) e, às vezes, em paralelo com os recursos infraestruturais existentes, embora tais cenários, não signifiquem à partida, melhoria da qualidade de vida das populações.

O crescimento demográfico ou populacional é a subida em números de pessoas num dado espaço geográfico e durante um certo período em análise enquanto que o crescimento económico é em síntese, o aquecimento do rendimento nacional agregado de um Estado, comumente representado pelo Produto Interno Bruto (PIB) e, às vezes, em paralelo com os recursos infraestruturais existentes, embora tais cenários, não signifiquem à partida, melhoria da qualidade de vida das populações.
Entretanto, a discussão sobre o binómio que dá título a peça de hoje, é bastante interessante e talvez por isso mesmo vem sendo também controversa. Daí, pode-se mesmo considerar que existem três grandes correntes relativas à peça: a quem advogue que o crescimento da população ajuda a alastrar a pobreza, a desigualdade económica, o desemprego, a sobre-exploração de recursos naturais que podem levar à sua extinção e à deterioração do ambiente, aumenta a pressão sobre as instituições sociais (escolas e hospitais, enfim!) engordando as despesas públicas. Já os optimistas, vêm o crescimento populacional como provocador de eventos económicos e socialmente favoráveis, uma vez que dá lugar as chamadas economias de escala, estimulando a criação e propagação de inovações e ampliando a produção, o consumo e a poupança, além de estimular o aumento da taxa da população em idade activa, para por esta via, abrirem-se portas à competitividade da força de trabalho interno, ao passo que, para outros estudiosos e não apenas o crescimento demográfico é indiferente ao crescimento económico, vulgo, não é por sí só, o motivo do
crescimento ou recuo económico.
Por agora, olhemos um pouco aos primórdios: o filósofo e economista britânico nascido na Escócia,Adam Smith,tinha uma visão optimista do crescimento populacional, tendo defendido no seu livro “Riqueza das Nações” (1776), que o crescimento da população era ao mesmo tempo causa e consequência do crescimento económico. Assim, quanto maior fosse o crescimento populacional, maior seria a dimensão do mercado e, consequentemente, maiores seriam os ganhos decorrentes da divisão do trabalho, diapasão também defendida por outros cientistas, dentre os quais, o demógrafo, economista e sociólogo francês e defensor de políticas natalistas em França, Alfred Sauvy, e a economista dinamarquesa Ester Boserup. Por conseguinte, o também economista britânico, John Maynard Keynes,no seu livro “The Economic Consequences Of The Peace” (1919), igualmente se mostrara favorável à variável populacional.
No dizer dos estudos respeitantes ao crescimento demográfico e económico no mundo, apuraram-se que a Ásia de momento comporta mais de 60 por cento da população mundial, com quase quatro bilhões. Sendo que a China e a Índia têm já 21 por cento e 17 por cento, respectivamente. Esta cifra é seguida por África com cerca de 840 milhões de pessoas, 12,7 por cento da população mundial, ao passo que os 710 milhões de pessoas da Europa correspondem a 10,8 por cento da população mundial. O estudo revela ainda que, até 2050, nove países poderão concentrar metade do crescimento populacional: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Indonésia e Uganda. E que a Nigéria poderá tornar-se, em 2050, o terceiro país do mundo com o maior número de habitantes.
Prosseguindo, no olhar do Banco Mundial, o crescimento económico global para este ano deverá acelerar moderadamente para 2,7 por cento, contra os 2,3 por cento estimados para o ano findo. O BM acrescentou ainda que o crescimento nas economias avançadas será de 1,8 por cento em 2017, contra os 1,6 por cento no ano passado. A economia norte-americana poderá subir 2,2 por cento , à medida que o aumento das manufaturas e do investimento ganhar impulso, após um 2016 fraco. Por outra, nas economias emergentes e em desenvolvimento, poderemos constatar, um pulo de 4,2 por cento este ano em comparação com 3,4 por cento no ano passado.