Opinião

A era da diversificação

Sou optimista na melhoria da qualidade de vida dos angolanos nos próximos tempos, sendo que poderão surgir uma multiplicidade de macro-projectos, à semelhança do Laúca e do novo Aeroporto Internacional de Luanda

Estamos em contagem regressiva para o pleito eleitoral deste ano. Por isso mesmo, é chegada a hora do balanço referente a esta última legislatura que, por sinal, abeira-se a findar, além da análise que se impõe ao programa “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”. Por outra, cada angolano, também é instado a analisar sobre o que essencialmente aqueles do “contra” de concreto, prognosticam, almejam e são eventualmente capazes de fazer para o país. É um exercício para já, na medida em que nos vai ajudar a votar consciente e empoderar o melhor concorrente.
Devido à elevada importância e influência inerente a este evento de Agosto próximo, aos políticos, não é de mais pedir, em primeira linha, que jamais se distanciam da humildade, verticalidade, coragem e de uma boa doze de espírito patriótico e sensibilidade em relação aos que muito pouco ou nada possuem para a subsistência ou sobrevivência. Nada lá de discursos inflamados! Já em relação aos outros entes económicos, seria bom que, os queixumes a mais, ficassem de fora: essa de – apenas em jeito de exemplo - serem transferidas à crise, a culpa de tudo, de se imputar apenas ao Governo, a responsabilidade dos nossos insucessos e encará-lo como a entidade que deve fazer tudo, absolutamente tudo, por nós, são no entanto teses descontextualizadas e improducentes. Por agora, o estágio nos obriga a errarmos rigorosamente menos, seja lá onde cada agente económico estiver. É, irremediavelmente e, sobretudo, a era da “diversificação da nossa economia”!
A 23 de Agosto próximo, vamos todos acorrer às urnas, e decidirmos a continuidade ou não do partido maioritário. Neste pleito eleitoral, vamos também reafirmar o “yes” a paz, a democracia e a estabilidade política, sendo estes, no fundo, a condição basilar para o alento, solidez e a sustentabilidade macroeconómica de qualquer país. Logo, vai se optar pelo programa que melhor se adapta às necessidades e interesses do país e dos angolanos. É evidente que aquele partido político que melhor fazer passar a sua mensagem o mais sério e que de certo modo granjeia uma boa imagem e simpatia diante dos angolanos, terá a prior vantagem comparativa!
Tenho acompanhado através da media, aos diversos pronunciamentos dos líderes partidários e paralelamente analisado às suas linhas de força, daí que penso haver de grosso modo, uma convergência quanto ao foco de cada força política concorrente. O diferente, como de resto era de se esperar, residirá mesmo e só nas estratégias por que cada um elegeu e é suficientemente capaz de prosseguir. Ademais, claro está que, quando nas vestes de Governo, a qualidade, o equilíbrio e a reputação dos quadros com que o partido eleito contará para compor o Governo e executar as estratégias político-governativas, teimarão em jogar um papel de nota, pois por um lado, nos vai elucidar sobre as reais chances da exequibilidade das estratégias e, concomitantemente, sobre o sucesso ou não do mandato. E, por outro, terá influência na solidez e reputação das instituições públicas, apenas à guisa de destaque.
De certeza que o foco ou visão político-partidária a que faço referência nesta peça, residirá no “aumento da qualidade de vida do povo angolano”, que se pressupõe, desde cedo, em se ter uma economia forte, dinâmica e diversificada; em prover equidade na distribuição da riqueza nacional e o estreitamente das assimetrias sócio-regionais, em combater a fome e a pobreza, em melhorar o sector energético, os sistemas de saúde e educação e por aí adiante.
A nossa sociedade hoje está mais esclarecida e globalizada, pois tornou-se menos paciente, mais dinâmica e exigente. Por isso, cada concorrente tem demonstrado estar escrupulosamente comprometido com a causa nacional, e que jamais emprestarão os seus créditos em mãos alheias. Todos aprendemos alguma coisa com a crise, pelo que sou optimista na melhoria da qualidade de vida dos angolanos nos próximos tempos, sendo que poderão surgir uma multiplicidade de macro-projectos, à semelhança do Laúca, do novo Aeroporto Internacional de Luanda, da extensão das universidades a nível de todo o país e da malha ferroviária, assim como dos projectos habitacionais,
vulgo centralidades.