Opinião

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Economia é o conjunto de atividades desenvolvidas pelos homens e que visa à produção, distribuição e o consumo de bens e serviços necessários à sobrevivência e à qualidade de vida

Economia é o conjunto de atividades desenvolvidas pelos homens e que visa à produção, distribuição e o consumo de bens e serviços necessários à sobrevivência e à qualidade de vida. Ou seja, é a organização das atividades económicas por meio do mercado, baseada na propriedade privada e na qual a grande maioria das transações é mediada pelo dinheiro.
Entretanto, a ciência económica tem também a sua vertente social porquanto estuda o funcionamento da economia nos seus vários segmentos, sob o pressuposto do comportamento racional do homem económico, ou seja, da busca da alocação eficiente dos recursos escassos entre inúmeros fins alternativos.
Nesse sentido, responde e resolve três problemas económicos básicos: O quê e quanto produzir? Como produzir? Para quem produzir? Por conseguinte, no mundo contemporâneo, a sustentabilidade da produção para as gerações futuras se impõem como um quarto problema económico básico, exigindo que se repense o crescimento económico e o próprio sentido colectivo do consumo em permanente expansão sem propiciar um verdadeiro bem-estar às sociedade humanas.
Em Angola é o que mais se pretende: ter uma economia que sirva e garanta sustentabilidade às famílias e as empresas. Mas a corrupção minou o crescimento. Hoje, a estratégia está virada para o seu combate mas será uma tarefa hercúlea.
De muito que haja boa vontade, que as autoridades afins trabalhem para o melhoramento da imagem do país no que a corrupção diz respeito, verdade é que existem ainda quem insista em fazer vista grossa e continuar a optar em manter o barco a remar contra a maré. O propósito é de dar a volta por cima e fazer renascer um país que se estabilize e dê vida a economia.
O combate à corrupção tem sido considerado como boa intenção porém as exigências vão no sentido de que este tem de ser mais coerente e trazer resultados imediatos e de impacto positivo. Logo, a informação, ou seja, a relação entre as fontes informadoras e os fazedores de informação económica sejam cada vez mais estreitadas e que estas coloquem às mãos dos jornalistas os principais dossiers económicos. Reconhece-se que já se sente alguma abertura e há também predisponibilidade das fontes, mas precisa-se mais.
O jornalismo económico, dado o seu interesse, ganha com isto e ganhamos todos também. E o país agradece, com certeza. Sabe-se, aliás, que esta missão gigantesca deve assentar na divulgação de uma informação responsável, imparcial e transparente.
Os desafios estão aí: nos programas económicos do Governo. O Prodesi, o Plano de Estabilidade Macroeconómica, o PDN e inclusive o PIMM (Siglas conhecidas) são desafios da estabilidade e de luta permamente, até aos seus resultados definitivos. Entretanto, os bancos comerciais jogam um papel preponderante, por via da disponibilização do crédito.
Com base nestes programas e planos, pretende-se aumentar a oferta de bens que o país tem capacidade para produzir. E do BNA há promessa de ajuda na mobilização de recursos financeiros, sobretudo para o Prodesi para, definitivamente, o país deixar de fazer recurso à importação dos produtos da cesta básica e não só.
Para todos estes e não só, há e continuará haver a adequada missão jornalística: trazer ao público às realizações no âmbito da economia. O Jornal de Economia & Finanças chega a sua edição número 600 e o propósito que norteia o grupo de trabalho continua o mesmo: o cumprimento de missão.