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Taxas causam polémica em cabo verde

O governo cabo-verdiano assegura que a introdução da taxa de segurança aeroportuária não visa recuperar as receitas perdidas com a isenção de vistos para cidadãos da União Europeia e do Reino Unido.

O governo cabo-verdiano assegura que a introdução da taxa de segurança aeroportuária não visa recuperar as receitas perdidas com a isenção de vistos para cidadãos da União Europeia e do Reino Unido. A medida pretenderia reforçar a segurança dos aeroportos do arquipélago e deve entrar em vigor em Janeiro de 2019. Cada um dos passageiros que desembarque em aeroportos cabo-verdianos deverá pagar essa taxa, tanto em voos domésticos como inernacionais.
Ficam isentos do pagamento os cabo-verdianos em voos internacionais, as crianças até dois anos e titulares de passaportes diplomáticos. O ministro cabo-verdiano do turismo, transporte e economia marítima, José da Silva Gonçalves, citado pelo diário “A semana” alega que este sistema “é para ter a certeza de que as nossas fronteiras serão sempre protegidas e que as pessoas serão detectadas preventivamente.” A oposição, por seu lado, alega que esta medida visaria compensar a isenção de vistos para cidadãos europeus.
Carlos Anjos, consultor independente da aviação civil, disse que, se a redestribuição dos valores arrecadados se vier a confirmar, fica claro que não se trata de uma substituição dos vistos.