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SADC avança no processo de integração

O processo de integração regional e continental em África está numa fase decisiva, apesar de existir ainda alguns constrangimentos no domínio económico.

O processo de integração regional e continental em África está numa fase decisiva, apesar de existir ainda alguns constrangimentos no domínio económico.
Desde as independências das colónias, os países africanos continuam a enfrentar enormes desafios, principalmente, nos sectores da educação, saúde e na produção de bens alimentares.
Estas três áreas têm contribuído negativamente no processo de desenvolvimento económico e na integração da região.
No entanto, a ideia de uma África unida é antiga, e remota desde os panafricanistas cujo objectivo era a solidariedade e unidade africana através de um projecto de desenvolvimento económico e social, que permitisse a reconquista dos recursos do continente e as capacidades humanas para o bem-estar das suas populações.
O Plano Indicativo Estratégico de Desenvolvimento Regional (RISDP) implementado pela SADC define uma série de marcos que deveriam ser alcançados no contexto da agenda comum da SADC.
Estes marcos de integração podem ajudar a SADC e seus parceiros a medir o progresso que está a ser feito em direcção ao objectivo final do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional para aprofundar a agenda de integração com vista a acelerar a erradicação da pobreza e a consecução de outros objectivos de desenvolvimento
económico e não económico.
As metas e prazos para os marcos de integração são endossados pelos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que consiste na formação da área de comércio livre (formação de uma área de livre comércio para apoiar o comércio
inter-regional proposto em 2008).
A União aduaneira (estabelecimento de uma União Aduaneira com tarifas externas comuns para a Área de Livre Comércio
que se estenderia até 2010).
Mercado comum (conseguir um mercado comum através do acordo de políticas comuns sobre a regulação da produção
que se implementaria até 2015).
União monetária (atingir a União Monetária através da convergência macroeconómica até 2016) e a criação da moeda única (aceitar uma moeda única e se tornar uma União Económica até 2018).
Blocos regionais e inter-regionais
No entanto, esses esforços de cooperação de África podem ser rastreados desde o desenvolvimento da Organização da Unidade Africana em 1963, que viu os estados africanos unirem-se com a intenção de alcançar maior unidade e paz na região.
Essa organização inter-regional estava ligada à percepção de que, para alcançar qualquer crescimento económico ou paz no continente africano, os Estados Membros teriam que trabalhar juntos.
Os esforços de cooperação e integração continental e inter-regional estão em andamento há várias décadas. A teoria e a experiência provaram que essa cooperação pode contribuir positivamente para o desenvolvimento de capacidades, infra-estrutura e desenvolvimento
económico entre países e regiões.
Ênfase no termo ‘cooperação’ sinaliza um processo de trabalhar ou agir em conjunto, muitas vezes em direcção
a um objectivo comum.
Por isso, algumas das iniciativas de cooperação inter-regional dentro e envolvendo a região da SADC incluem, a União Africana, SADC e Nepad - relações de trabalho entre estas três instituições regionais e continentais.