Mundo

Moçambique produz fertilizantes

Formalizaram o acordo a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, em nome do governo moçambicano, e o vice-Presidente para a área de Desenvolvimento de Negócios da Yara International, Jim Eilertsen.

Formalizaram o acordo a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, em nome do governo moçambicano, e o vice-Presidente para a área de Desenvolvimento de Negócios da Yara International, Jim Eilertsen.
A Yara International solicitou a adjudicação de 80-90 mmscf/d (milhões de pés cúbicos dia) de gás natural para a produção anual de 1,2 - 1,3 milhões de toneladas métricas de fertilizantes (Amoníaco/Ureia) e 30- 50 MW de energia eléctrica, no âmbito de utilização do gás natural para o desenvolvimento de projectos no mercado doméstico.
O acordo rubricado surge na sequência dos resultados do concurso público de adjudicação do gás doméstico da Bacia do Rovuma, publicados
a 27 de Janeiro de 2017.
O corrente ano, dos quais foram seleccionados o projecto de fertilizantes da Yara International, o Projecto Afungi GTL e Energia da Shell e o Projecto de Energia Eléctrica da empresa GL Africa Energy”, indica o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, em comunicado de imprensa
enviado à Redacção da AIM.
A assinatura do acordo com a Yara representa um passo importante para a implementação do Plano Director de Gás de Moçambique de 2014, que visa desenvolver e diversificar o processo de industrialização do país através do aproveitamento das enormes reservas de gás natural descobertas na bacia do Rovuma.
Aliás, o Plano Quinquenal do Governo prevê a produção local de fertilizantes, combustíveis e energia, a partir do gás natural, com vista a fortalecer ainda mais a balança comercial nacional e a disponibilidade de reservas em moeda estrangeira, o aumento do rendimento na agricultura, bem como a expansão
da rede eléctrica pelo país.
A Yara Internacional é uma das três empresas vencedoras do concurso para o desenvolvimento de projectos de gás natural no mercado doméstico.
O gás natural será disponibilizado por um consórcio liderado pela multinacional Anadarko, companhia operadora da Área 1 da bacia do Rovuma.