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Jerusalém altera pacto mundial

A Guatemala, um Estado da América Central, é, neste momento, a principal aliada de Donald Trump e de Israel.
Esta semana, o presidente guatemalanense pôs mais água à fervura ao anunciar que a embaixada do seu país, em Tel Avive, vai passar também, em 2018, para Jerusalém. Com a decisão, os cartazes internacionais de protestos passaram a ter três nomes: Donald Trump, dos EUA, Benjamin Natanyhau, de Israel, e Jimmy Morales, da Guatemala.

A Guatemala, um Estado da América Central, é, neste momento, a principal aliada de Donald Trump e de Israel.
Esta semana, o presidente guatemalanense pôs mais água à fervura ao anunciar que a embaixada do seu país, em Tel Avive, vai passar também, em 2018, para Jerusalém. Com a decisão, os cartazes internacionais de protestos passaram a ter três nomes: Donald Trump, dos EUA, Benjamin Natanyhau, de Israel, e Jimmy Morales, da Guatemala.

As Nações Unidas consideraram, recentemente, um atentado ao direito internacional a decisão de Trump e repudiaram todos os que se sensibilizarem e pactuarem com a decisão americana.

O que gera tanta polémica?

A disputa pela cidade, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, é quase tão antiga quanto a briga por territórios entre israelenses e palestinos - e a decisão desta semana do presidente Donald Trump, que inclui a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, é vista como um risco
às negociações de paz na região.
A região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e cristãos, pertencia ao Império Otomano naquele tempo e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. As aspirações sionistas deram início a um forte movimento migratório judaico, que gerou resistência entre as comunidades locais.
Após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos.
Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe-israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade.

Jerusalém é centro da controvérsia

Para o docente da cadeira de Teologia no Instituto Bíblico de Angola (IBA), António Libra, apesar de uma certa justiça na decisão de Trump, é preciso ver a medida sob um prisma do cumprimento da profecia bíblica.
O pastor evangélico diz que embora as convenções internacionais sugiram uma divisão do território, os israelitas nunca encararam essa decisão com agrado “porquanto para os israelitas, partilhar Jerusalém, a sua Capital, é profanar a promessa bíblica feita por Deus à Abraão”.
Por isso, o teólogo entendi que muita “poeira” ainda vai correr nesse assunto que divide a opinião de governos e também igrejas.