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Chanceler Angela Merkel pode enfrentar eleições

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse recentemente que está pronta para ser candidata a novas eleições, cenário que prefere ao de formar um governo minoritário, se não for possível uma coligação de governo.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse recentemente que está pronta para ser candidata a novas eleições, cenário que prefere ao de formar um governo minoritário, se não for possível uma coligação de governo.
Numa entrevista ao canal público alemão ARD, Angela Merkel disse que está “muito cética” quanto à ideia de formar um governo minoritário.
“Os meus planos não incluem um governo minoritário. Não quero estar hoje a dizer ‘nunca’, mas estou muito cética e penso que a melhor maneira
seria fazer novas eleições”, disse.
A União Democrata-Cristã (CDU), de Merkel, que venceu as legislativas sem maioria, com 33 por cento, viu o seu anterior parceiro de governo, o Partido Social-Democrata (SPD, 21,5 por cento) recusar uma nova coligação, e iniciou conversações com o Partido Liberal (FDP, 10,7 por cento) e com os Verdes (8,9), mas, no domingo, os liberais anunciaram que abandonam as negociações.
Angela Merkel começou a juntar os cacos depois de não conseguir formar um governo, um terramoto político que pode levar à realização de novas eleições legislativas e ao fim
de seu mandato de chanceler.
O Presidente alemão, quase uma figura decorativa no Executivo, Frank-Walter Steinmeier, pediu que a classe política retome as negociações para formar governo. “Espero que todos os partidos se mostrem abertos ao diálogo e que seja possível, em um prazo razoável, a formação de um governo”, declarou na televisão, referindo-se a “uma crise sem precedentes em 70 anos”.
Na ausência de uma alternativa, a maior potência económica europeia se prepara para semanas ou meses de paralisia, tanto a nível nacional quanto europeu. Se não houver acordo, o presidente terá que iniciar o processo que conduzirá a eleições antecipadas em 2018. Merkel lamentou o fracasso das negociações e prometeu que fará “tudo o que foi possível” para que a Alemanha “esteja bem dirigida nas difíceis próximas semanas”.
No poder desde 2005, Merkel venceu as eleições legislativas de Setembro, mas com o pior resultado desde 1949 para o seu partido conservador, que perdeu votos em benefício do partido de extrema direita AfD.