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Caju continua a suportar economia da Guiné-Bissau

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou, recentemente, que a actividade económica da Guiné-Bissau continua dinâmica, suportada pelo preço do caju e investimento externo, mas alertou que a situação política, a persistir, poderá terimpacto negativo nos negócios.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou, recentemente, que a actividade económica da Guiné-Bissau continua dinâmica, suportada pelo preço do caju e investimento externo, mas alertou que a situação política, a persistir, poderá ter
impacto negativo nos negócios.
O FMI terminou no dia 2, a sua quinta e última avaliação ao Programa de Crédito Alargado, aprovado em Julho de 2015, no
valor de 23,5 milhões de dólares.
O chefe da missão Tobias Rasmussen afirmou que, as perspectivas económicas são “amplamente positivas” e o aumento do investimento público “deve ajudar a colmatar lacunas na infra-estrutura essencial, incluindo o
fornecimento de electricidade”.
“Os termos das condições de comércio da Guiné-Bissau deterioraram-se, com preços mais altos nas importações de petróleo dando a entender que as perspectivas para as exportações de caju são menos favoráveis do que no ano passado”, salientou.
Para o chefe da missão do FMI, a “maior tensão política desde a queda do Governo, em Janeiro, caso persista, prejudicaria a implementação de políticas e afectaria negativamente o clima de negócios”.
Tobias Rasmussen insistiu no fortalecimento do sector bancário e na aplicação de normas prudenciais para o sector financeiro se manter sólido devido ao
“alto nível de crédito malparado”.
O FMI recomendou também que a promoção e desenvolvimento do sector privado sejam feitos através de políticas “mais estáveis, transparentes e viradas para o mercado”, especialmente no sector do caju.

Défice orçamental
O FMI anunciou que o défice orçamental da Guiné-Bissau baixou de 4,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 para 1,5 em 2017 e que o crescimento económico deverá situar-se nos 5,9.
“A actividade económica manteve-se dinâmica, suportada pelo elevado preço do caju, pelo aumento do investimento e gestão prudente”, afirmou o chefe da missão do FMI, que terminou dia 02 a quinta e última avaliação ao país no âmbito do Programa
de Crédito Alargado.
O Conselho de Administração do FMI vai avaliar em Junho o relatório da quinta avaliação e a prorrogação do programa. Caso seja aprovado o relatório, o FMI vai disponibilizar à Guiné-Bissau mais um empréstimo de 4,4 milhões de dólares.