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Bankinter revê em alta crescimento português

O Bankinter previu um crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal em 2020, melhor que a sua estimativa anterior (1,6%).

O Bankinter previu um crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal em 2020, melhor que a sua estimativa anterior (1,6%). No entanto, a nova previsão do banco continua abaixo da previsão do Governo (que aponta para 1,9% em 2020). Alertamos para a deterioração do padrão deste crescimento, demasiado assente na procura interna e com um risco elevado de agravamento da balança comercial”, refere o documento com as perspectivas macroeconómicas e de investimento para 2020 (no mundo, nas principais economias mundiais, em Portugal e Espanha). Segundo os analistas do Bankinter, Portugal enfrenta riscos externos, que podem penalizar as exportações, mas também internos, nomeadamente baixa produtividade e competitividade. Na proposta de Orçamento do Estado para 2020, o Governo prevê um crescimento de 1,9% do PIB em 2020, acima das previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (1,8), da Comissão Europeia, do Conselho das Finanças Públicas (1,7) e do Fundo Monetário Internacional (1,6). Em 2019, no III trimestre, o crescimento do PIB foi de 1,9%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Para os próximos dois anos, a equipa de análise do Bankinter espera que a procura interna continue a ser o pilar do crescimento da economia portuguesa, com tendência favorável do consumo privado.

Impulsionar o crescimento
Contudo, lê-se no documento, “o efeito da rápida criação de novos empregos, que foi o grande impulsionador do crescimento do consumo nos últimos anos, começar a deixar de exercer pressão”. Quanto ao emprego, os analistas do Bankinter consideram que já foi alcançado “um nível que se pode considerar de “pleno emprego”, devendo a taxa de desemprego rondar os 6,5% em 2020.
Em termos de investimento em Portugal, esperam que grande parte continue a ir para o sector da construção, face à crescente procura por imóveis e significativa escassez de oferta de residências.