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Africanos avaliam economia com o G20

Vários líderes africanos estiveram reunidos, em Berlim, na conferência do G20 sobre África, onde foi oficialmente apresentada a iniciativa “Compact With Africa”. No encontro, que antecipa a cimeira do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, marcada para Julho, em Hamburgo, a chanceler alemã reconheceu também que apenas nos países onde existe segurança pode haver desenvolvimento.

Angela Merkel admitiu mesmo que durante muitos anos, “os políticos que trabalham no desenvolvimento não prestaram atenção” a esta questão. “Alguns de vocês questionaram-me: “O que é suposto nós fazermos? Por um lado, deveríamos lutar contra o terrorismo, mas, por outro lado, não temos nenhum apoio vosso nesse sentido”. Acho que devemos ser honestos e admitir que o desenvolvimento só pode ocorrer em sítios onde a segurança está assegurada”, afirmou.
Por outro lado, Alemanha prometeu que África receberá mais investimentos privados dos países mais industrializados. Ludger Schuknecht, economista do Ministério alemão da Economia, está optimista de que os obejctivos vão ser conseguidos, pois nos bastidores está-se a trabalhar para que isso aconteça
“A novidade é que as partes mais importantes estão a trabalhar em conjunto, no sentido de melhorar as condições para mais investimentos estrangeiros no continente africano,” revela acrescentando que “o objectivo é que os países africanos criem condições propícias ao investimento privado”.
O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, mostrou-se satisfeito com a criação do “Compact With Africa”. Uma iniciativa que significa, a seu ver, que “o G20 está a olhar para África de uma forma diferente”. “[O G20] costumava olhar para a África na perspectiva do desenvolvimento, o que é importante. No entanto, agora está a olhar na perspetiva do investimento, que é uma mudança de mentalidade muito importante”, afirmou.
“Compact with África” é um programa que tem como objectivo aumentar o investimento privado nos países africanos, melhorar as infraestruturas e combater o desemprego. São também parceiros do “Compact with África”, o BM, o FMI e o Banco Africano de Desenvolvimento.