Mundo

Africanos avaliam economia com o G20

A Alemanha, que detém este ano a presidência do G20, prometeu que África passe a receber mais investimentos privados dos países mais industrializados. Ludger Schuknecht, economista do Ministério alemão da Economia, está optimista de que os obejctivos vão ser conseguidos, pois nos bastidores está-se a trabalhar para que isso aconteça.

“A novidade é que as partes mais importantes estão a trabalhar em conjunto, no sentido de melhorar as condições para mais investimentos estrangeiros no continente africano,” revela acrescentando que “o objetivo é que os países africanos criem condições propícias ao investimento privado”.
“Mas os parceiros bilaterais, assim como as organizações internacionais envolvidas também devem dar garantias de que apoiam os esforços dos países africanos,” defende o economista.
São cinco os países africanos que já confirmaram a sua participação e o seu apoio a esta iniciativa da presidência alemã do G20: A Costa do Marfim, Marrocos, Ruanda, Senegal e Tunísia.
Para além disso, apoiam a iniciativa todos os países do G20, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, assim como o Banco Africano de Desenvolvimento. Jörg Wellmeyer, administrador da Strabag, afirma que não é fácil investir em
África, mas pode valer a pena.
“Se um empresa estrangeira quer investir em África, essa empresa precisa de um mercado com muitos clientes. Produzir em África só faz sentido quando existe um mercado em África, porque exportar de África para outras regiões é muito caro, devido à falta de infraestruturas,” considera.
“Acontece que os mercados africanos são muito pequenos, à exceção talvez do Egito ou da Nigéria, por exemplo. Isto quer dizer que o caminho é arranjar uma maneira de criar regiões com livre circulação de mercadorias e serviços, como por exemplo acontece na Comunidade dos Países da África Oriental”, disse.