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África deve crescer 2,6 por cento

África subsahariana deverá registar um crescimento de 2,6 por cento este ano, diminuindo ligeiramente para 2,3 por cento no ano seguinte, alicerçado num aumento dos preços e nas reformas económicas, prevê o Banco Mundial nas Perspetivas Económicas Globais.

“Segundo as previsões, o crescimento na África subsahariana deverá acelerar para 2,6 por cento em 2017 e 2,3 por cento em 2018, baseado em preços em elevação moderada dos produtos básicos e em reformas para corrigir desequilíbrios macroeconómicos”, lê-se na parte do relatório
que diz respeito a esta região.
De acordo com o documento, divulgado em Washington, a produção per capita deverá cair 0,1 por cento este ano e depois acelerar para “um ritmo modesto de crescimento de 0,7 por cento em 2018 e 2019”, o que significa que “o crescimento será insuficiente para alcançar as metas de redução da pobreza na região, especialmente se persistirem limitações mais rigorosas ao crescimento” das economias africanas.
As previsões apresentadas enfrentam os já tradicionais riscos, que o Banco Mundial considera serem “significativos”, exemplificando com um possível aumento das taxas de juro, que pode “desencorajar a emissão de títulos soberanos [de dívida pública], que para os governos têm sido uma estratégia fundamental de financiamento” das economias face à quebra de receitas resultante da descida dos preços das matérias-primas.
“Um crescimento mais fraco do que o previsto nas economias avançadas ou nos principais mercados emergentes pode reduzir a procura por exportações, diminuir os preços dos produtos básicos e restringir o investimento estrangeiro directo na mineração e na infra-estrutura da região”,
acrescenta o Banco Mundial.
“Os cortes propostos na assistência oficial dos Estados Unidos para o desenvolvimento constituirão preocupação para algumas economias menores e Estados frágeis da região”, afirmam ainda.