Mercados

Venda ambulante no Cuito rende mais de 18 milhões

A administração comunal assegura que apesar do valor arrecadado ainda regista-se muita fuga ao fisco pois muitos vendedores comercializam em locais não indicados

Vinte e três mercados informais e dois formais estão controlados pela administração municipal do Cuito, Bié, segundo a administradora municipal adjunta para área social e
económica, Ângela Ucueianga.
A gestora salientou que os mercados informais estão a surgir na província com a criação de pequenos focos de comerciantes a procura de clientela.
Os mercados municipais do Cuito e do Chissindo, são os únicos criados e construídos pelo governo local com objectivo de melhorar as condições
de venda dos produtos, disse.
Segundo a administradora, os 23 mercados renderam em 2017, cerca de 18 milhões 623 mil 773 kwanzas, no município do Cuito, proveniente de vários serviços, explicou a administradora-municipal adjunta.
Ângela Ucueianga, reconheceu ser um valor ínfimo tendo em conta o volume da actividade económica e a
expansão diária do município.
Dez fiscais fazem o controlo de 750 vendedores no maior mercado paralelo do Chissindo, localizado
na periferia do município.
Ângela Ucueianga, assegurou ainda ser impossível precisar os dados mensais arrecadados por cada mercado tendo em conta a desistência de
muitos vendedores neste locais.
A responsavel acrescentou, que a comparticipação dos vendedores dos mercados paralelos, os atestados de residência e a legalização de terrenos, são serviços que ajudam a administração
na arrecadação de receitas.
Em relação à fuga ao fisco, Ângela Ucueianga, salientou que está a ser feito um trabalho de sensibilização para desencorajar a prática com objectivo de organizar os vendedores
em locais apropriados.
Os vendedores que exercem a atividade económica em qualquer local da artéria urbana ou periférica do município, não participam na contribuição de valores para a limpeza, lembrou.
“Diariamente os vendedores dos mercados do Chissindo e municipal pagam uma taxa que serve para a limpeza e a segurança
dos seus produtos”, informou.
A administradora municipal adjunta, acentuou que a recolha dos aglomerados focos de lixo, são realizadas e pagas à empresa que efectua a limpeza com a contribuição
das taxas de comparticipação.

Vendedores querem mais higiene
O “JE” fez uma ronda no maior mercado paralelo do Chissindo, arredores da periferia da cidade do Cuito e constatou a degradação da via que dá acesso ao seu interior e a existência
de amontoados de lixo.
Mariano Kizengo de 36 anos de idade, vendedor de bijuterias e aplicações de cabelos brasileiros, disse que “ tenho duas bancadas e a cada vendedor é dado apenas um metro para a venda dos seus produtos. Pago diariamente 200 kwanzas
cobrados pelos fiscais”, disse.
Antónia Lussaty, de 28 anos de idade vendedora de legumes lembrou que mensalmente pagam mil kwanzas para a segurança do mercado além dos cem
pagos diariamente aos fiscais.
De acordo com a vendedeira, o pagamento de 1000 kwanzas para os seguranças foi feito de mútuo acordo entre os vendedores e a administração do mercado.
“Nós pagamos a segurança do mercado porque concordamos com a proposta dada pela administração na protecção dos nossos produtos e temos visto a melhoria
dos serviços”, assegurou.
Para Jaoquim Alberto, vendedor de calçados e roupas, a segurança aumentou e o número de roubos
reduziu de forma satisfatória.
“ Por isso, aceitamos pagar mil kwanzas de diferença para manter os nossos
produtos em ordem”, declarou.