Mercados

Títulos valorizam operadores

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) viu subir de quatro (4) para nove (9) o número de operadores entre 2016 e 2017.

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) viu subir de quatro (4) para nove (9) o número de operadores entre 2016 e 2017.
Os números que revelam uma crescente compreensão e ajustamento das instituições financeiras, sobretudo as bancárias, tendo umas poucas não bancárias no circuito, serve de catisador aos reguladores que começam a operar mais optimismo.
Em 2017, os dados da Comissão do Mercado de Capitais, que superintende a Bodiva, dizem que o volume de transacções realizadas na bolsa terá atingido, de Janeiro até Outubro, 320 mil milhões de kwanzas.
No período homólogo de 2016, o volume de transacções na bolsa angolana atingiu os 200 mil milhões de kwanzas, razão suficiente para admitir-se que o desempenho de 2017 satisfaz os agentes impulsionadores do mercado de capitais no país.
A CMC, que este ano viu ser indicado Mário Gavião às funções de presidente do Conselho de Administração, entende o registo de mais de três mil contas individuais abertas na Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA) é um outro indicador positivo.
para ele, os organismos de investimentos colectivos registaram igualmente um crescimento bastante interessante, tendo como projecções para até o I trimestre de 2018, 180 mil milhões de kwanzas em activos líquidos pelas sociedades de organismos de investimento colectivo e sociedades de investimento.
Quanto a infra-estruturas tecnológicas, Mário Gavião assegurou aos operadores e futuros que pretendam entrar no mercado que a Bodiva está “perfeitamente” preparada para receber as negociações e pós negociação de acções e obrigações.
Em relação ao quadro legislativo, o PCA da CMC disse que as condições estão criadas para o surgimento de novos operadores, quer no mercado de dívida corporativa, quer no mercado de acções.
“Temos as condições criadas para o arranque efectivo do mercado de acções em Angola”, assegurou o responsável durante a sua intervenção que marcou o acto de abertura do fórum que encerra neste mesmo dia.
O quadro legal de suporte do mercado de capitais assenta em dois grandes diplomas legais: a Lei bases das Instituições Financeiras (LBIF) e o Código de Valores Mobiliários, publicado em Agosto de 2015.
Enquanto isso, outros diplomas legais e regulamentares têm sido desenvolvidos para regular determinados instrumentos financeiros e veículos de financiamento específicos.
Durante o 2º Fórum da CMC, realizado em 2017, foi divulgada a estratégia de promoção do mercado de capitais e a pretensão da instituição de fazer com que os operadores do mercado e todas as partes interessadas assumam a organização de encontros do tipo do fórum para a discussão sobre os melhores mecanismos de financiamento da actividade das empresas.
Temas como “O caminho das privatizações”, “A abertura do capital”, “A contabilidade e relato financeiro das empresas em Angola no mercado de acções” e “A dinamização do mercado de acções” devem ser permanentemente discutidos.