Mercados

Ministério do Comércio aposta na rede logística

O ministro do  Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, anunciou que o seu pelouro vai melhorar a rede de armazéns, para dinamizar o processo de distribuição de bens alimentares em todo o país. O titular da pasta do Comércio, que falava à imprensa, durante a cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano de 2017 e perspectivar para 2018, disse que o sector está a fazer tudo para que o desenvolvimento e operacionalização estrutural da rede de logística e a comercialização de bens alimentares, para os centros urbanos, com especial atenção ao meio rural, seja uma  realidade nos próximos tempos.

O ministro do  Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, anunciou que o seu pelouro vai melhorar a rede de armazéns, para dinamizar o processo de distribuição de bens alimentares em todo o país. O titular da pasta do Comércio, que falava à imprensa, durante a cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano de 2017 e perspectivar para 2018, disse que o sector está a fazer tudo para que o desenvolvimento e operacionalização estrutural da rede de logística e a comercialização de bens alimentares, para os centros urbanos, com especial atenção ao meio rural, seja uma  realidade nos próximos tempos.
“Queremos garantir a ordenação e expansão da rede comercial nacional de modo a garantir o acesso facilitado e justo de bens alimentares aos consumidores. Isto constitui uma  necessidade urgente”, referiu.
Além de melhoria da rede de armazéns do país, o ministério quer igualmente a promoção do controlo da qualidade, defesa do consumidor e a segurança da actividade comercial no geral.  Na lista das preocupações deste departamento ministerial, consta ainda, o desenvolvimento da integração regional e o reforço do papel de Angola junto da Organização  Mundial do Comércio (OMC).

Metas

Entre as metas para o quinquénio 2017-2022, o ministério do comércio pretende contribuir para a dinamização da produção nacional comercializável, o fomento da rede logística que envolve múltiplos aspectos no domínio dos transportes e interfaces, assim como a formalização do comércio. A modernização administrativa e institucional aliada à capacitação dos recursos humanos também figuram, de acordo com o ministro, entre as  prioridades.
No plano, consta igualmente a optimização da importação de bens alimentares, que devem estar em articulação com os operadores e autoridades do sector monetário e cambial. Entre outros aspectos, o ministro anuncia a criação e gestão da reserva estratégica alimentar para assegurar a estabilidade de produtos e controlar  os preços no mercado, pois devem ser tidas em conta este ano.
O Ministério do Comércio vai continuar a trabalhar para optimizar a eficiência intersectorial de programas que visam garantir a oferta de bens e serviços e permitir que estes cheguem em melhores condições conservação e preços aos consumidores, bem como o controlo da inflação para alavancar a produção nacional, criar emprego  e reduzir as importações.

APIEX

Por sua vez, no mesmo encontro, o presidente do Conselho de Administração da Agência para Promoção de Investimentos e Exportações de Angola (APIEX), Belarmino Van-Dúnem, assegurou que o organismo que dirige vai continuar a desempenhar o seu papel para que o país ganhe confiança junto de investidores nacionais e estrangeiros. Quanto à simplificação de processos de investimentos, apelou para um trabalho conjunto entre os diferentes ministérios  que intervêm no processo.
Outro elemento por si apontado prende-se com a necessidade de melhorar o ambiente de negócios, sobretudo nas sedes provinciais, municipais e comunais. No seu entender, com o largamento do ambiente de negócios, o investidor vai poder aumetar o espaço da actuação e se instalar ali onde forem identificadas  oportunidades de negócio.
Para o PCA da Apiex, o sucesso do seu esforço passa pela melhoria das vias de comunicação, a distribuição de energia eléctrica, bem como o acesso à água potável, sobretudo, nas zonas mais recônditas, daí o apelo ao trabalho conjunto nacional.
O trabalho realizado até agora permite a instituição fazer um balanço positivo do ano findo, pois  foram realizadas um conjunto de actividades a nível nacional e internacional que permite afirmar que o  país caminhe a bons passos.
Para 2018, a meta é mobilizar o empresariado nacional para apostar na exportação de bens e serviços, bem como no incentivo ao comércio interno, importante instrumento para geração de renda, empregos  e bem-estar para as famílias.
Belarmino Van-Dúnem aproveitou a ocasião para apelar ao empresariado nacional a ter em conta a intenção do país em entrar para a zona de comércio livre, que vai exigir o redobrar de esforços. Diariamente, a instituição recebe entre cinco e dez intenções de investimento, “mas assegurou, que a distância entre a intenção e implementação efectiva  ainda é muito grande”, disse.
Por sua vez, o director-geral adjunto do Inadec, Gilberto Dilo, assegurou que até a presente data já foram identificadas mais de 114 infracções ao direito do consumidor e aplicadas multas que rodam  entre 30 e 400 mil kwanzas.
Segundo Gilberto Dilo, a meta foi a de garantir uma quadra festiva tranquila, com produtos de qualidade para todos os angolanos. Entre as infracções mais comuns consta a violação do direito à informação, rotulagem de produtos em língua estrangeira, falta de alvarás comerciais  e caducidade de produtos.

Secretário de Estado quer mais reformas

O secretário de Estado para o Comércio Externo, Amadeu Leitão Nunes, disse recentemente em Luanda que as instituições ligadas ao Comércio Externo precisam de introduzir reformas estruturantes, quanto ao modo de agir e actuar perante os mercados. O governante, que falava à imprensa durante o acto de apresentação e divulgação dos estudos de mercados dos países vizinhos de Angola, nomeadamente, a República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia e Namíbia, disse que a execução das políticas comerciais, em geral, e do comércio externo, em particular, devem passar pela correlação de forças e estreita cooperação entre a Apiex e as representações comerciais de Angola no exterior.
Para Amadeu Leitão Nunes, o estudo hora apresentado vai ajudar os exportadores angolanos a ter em mão três importantes triunfos, nomeadamente, produtos com maior demanda nos mercados destes países, informação sobre procedimentos e logísticas no acto de exportação, assim como análise sobre a formação de preços dos respectivos mercados.
No seu entender, os estudos efectuados pela União Europeia constituem ferramentas importantes na melhoria de informação sobre os mercados vizinhos de exportação para Angola, pois, serão capazes de prestar serviços de qualidade às empresas nacionais e apoiar a diversificação da economia e das exportações em especial na região na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Amadeu Leitão Nunes acrescentou que os dados contidos nos estudos científicos, os consumidores e produtores terão de contar com um fornecimento seguro e na maior variedade de produtos acabados.