Mercados

Mercado Segurador

Entre outras actividades desenvolvidas para garantir o bem-estar e a tranquilidade das pessoas e das empresas no mundo inteiro, destacam-se os seguros, que garantem o desenvolvimento e a continuidade da vida. Em caso de ocorrência de alguma fatalidade, ninguém deveria aceitar trabalhar ou acumular riqueza, sem que estas estivessem garantidas em apólices de seguros.

Entre outras actividades desenvolvidas para garantir o bem-estar e a tranquilidade das pessoas e das empresas no mundo inteiro, destacam-se os seguros, que garantem o desenvolvimento e a continuidade da vida. Em caso de ocorrência de alguma fatalidade, ninguém deveria aceitar trabalhar ou acumular riqueza, sem que estas estivessem garantidas em apólices de seguros.
No mundo, os ramos vida são os mais explorados. Entre os países que lideram a lista das maiores seguradoras do mundo e que exploram o ramo vida, destacam-se a China, França, Inglaterra, Itália e Japão. Já os ramos não-vida têm mais predominância nos Estados Unidos e Alemanha. Outros países, a exemplo dos que compõem os BRICs, a China, Índia e Rússia, são os que mais se destacaram em termos de seguros.
Os números em África são muito reduzidos, porque a cultura dos seguros é menos desenvolvida. A África do Sul é o primeiro mercado de seguros a ser considerado, seguido da Nigéria e do Quénia.
O mercado de seguros e de Fundo de Pensões em Angola continua a registar crescimento, apesar da crise económica e financeira. São mais de 27 seguradoras a operar em Angola.
Os seguros que mais cresceram, em termos de prémios, são os de Automóvel, Saúde, Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais. A seguradora líder do mercado continua a ser a ENSA (Empresa Nacional de Seguros de Angola). As seguradoras Sol Seguros e Sta Seguros, apesar de serem novas no mercado, são as que mais se evidenciaram nos últimos meses, com a apresentação de novas modalidades de seguros modelos diferenciados e da forma como se debateram, em várias participações, em actividades do sector.
Assistimos a um comportamento positivo do mercado durante o ano em curso, mediante o posicionamento assumido pelas seguradoras e sociedade gestora de Fundo de Pensões, pela ARSEG e por outras entidades, fazendo com que se levasse a destacar um conjunto de factores que concorreram para demostração deste comportamento positivo, que se passa a enumerar:
1. Foco no cliente e prestação de contas. Nisso tem havido um exercício muito grande por parte das seguradoras focadas nos clientes e na prestação de contas, sendo estes factores importantíssimos para o aumento da credibilidade da seguradora e do crescimento do mercado;
2. Factores Sociais. As pessoas hoje procuram mais as seguradoras, de modo a verem os seus patrimónios e bens salvaguardados, em caso de acidentes.
3. Factores tecnológicos. O uso das tecnologias de informação permitem, cada vez mais, a produção e divulgação de um maior número de informações que chegam a qualquer usuário, para que, logo, este possa perceber a importância dos Seguros e dos Fundo de Pensões. As seguradoras estão atentas e muitas fazem recurso a este factor para agregar valor aos negócios.
4. Factor económico. Apesar do estado anímico da nossa economia, o sector de seguros cresceu. Isto porque muitos, por conta da insegurança nos negócios e da falta de poupança, preferem transferir para as seguradoras as responsabilidades que, no futuro próximo, vêem a transformar-se em despesas, em caso de acidentes.
5. Factor transparência. As seguradoras concorrem, cada vez mais, para a transparência dos seus actos administrativos, a regularização de sinistros de forma célere e transparente, de modo a não perderem a confiança dos segurados.
Um outro indicador de crescimento do sector tem a ver com os últimos dados apresentados pela ARSEG (Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros), que apontam um crescimento acima do esperado. Constata-se e pode-se aferir facilmente que a ARSEG, nos últimos anos, tem feito um trabalho junto das seguradoras e outras entidades do sector, visando acautelar os indícios de incumprimentos de quaisquer procedimento que lesem a boa relação entre a seguradora e os segurados, bem como assegurar o normal funcionamento das seguradoras e de outras entidades sob sua tutela.
No ano em curso, pode-se assistir e registar um maior número de formações, através da Academia de Seguros e Fundo de Pensões e das próprias seguradoras, mediante formações de carácter interno. Entende-se que a aposta na formação e capacitação dos quadros nacionais é um elemento base para o fomento do sector. Neste quesito, o sector está a caminhar a bons passos.
Regista-se a estabilidade no crescimento em relação à taxa de penetração de sector de Seguros e Fundo de Pensões de 1,00% ,considerada muita aquém da esperada a nível da região, que se estima na ordem dos 3,00%, em média.
Por conseguinte, apesar do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos vários actores do sector segurador, de modo a aumentar a literacia financeira, a credibilidade do sector segurador, o aumento da satisfação para os clientes, os rácios de solvência robustos e a melhoria da estabilidade financeira, factores estes que concorrem para o aumento da taxa de penetração, precisa-se de continuar a trabalhar a mais e mais, em particular para a estabilização do sector económico e financeiro.
Logo, augura-se que, no curto prazo, o sector económico e social continue a se reformar, para evidenciar um quadro de estabilidade económica e social favorável, que abrande o estado anímico da modernização do sector.
No que toca à apresentação de outras modalidades de seguros, as seguradoras estiveram muito distante. Isto é, foram poucas as inovações e outras ofertas de seguros para o mercado, nos últimos 12 meses, ficando quase todas as seguradoras a mercê da gestão e comercialização dos seguros tradicionais. Isto não é bom para o mercado.
É importante que as seguradoras apresentem outras modalidades de seguros, bem como a modernização e actualização da legislação em vigor, um outro factor que concorre para o afastamento de muitas outras iniciativas que visam agregar valor ao
crescimento do sector.
O Governo deve continuar a trabalhar, para que o mercado ganhe mais força e credibilidade, através de incentivos de vária ordem.
Por outro lado, constatamos a existência de responsabilidades, actualmente garantidas pelo Governo nas diversas instituições do Estado, que devem ser analisadas, de modo a que sejam partilhadas ou transferidas para o sector de Seguros e Fundo de Pensões, já que isto não só alivia as despesas do Governo, como, também, garante a dualidade de controlo sobre as acções a desenvolver, com maior realce para as seguradoras.
Um outro processo a ser desencadeado, é a aposta urgente no seguro agrícola e em outros seguros obrigatórios, que visam dar uma outra dinâmica ao sector e, consequentemente, para o mercado, de forma geral. O desfio da aposta na agricultura deve estar assegurado.
Espera-se um crescimento acima dos 2,00% em 2019, aliado ao acelerar do volume de transacção de informações, através do mercado digital, factores que vão ajudar o mercado de seguros a crescer e aumentar a qualidade das seguradoras e dos mediadores e corretores de seguros.
Para 2019, esperava-se ainda a institucionalização da Resseguradora Nacional, uma mais-valia para o sector que, entre outros, virá para aliviar o peso sobre a transacção da moeda estrangeira, e não só; espera-se, também, por mais ofertas de seguros, micros seguros, seguros temporários e de eventos, seguros à medida do proponente, entre outros.
É importante contratar um seguro, como também é importante o seguro para a sociedade, pois, a indústria de seguros é transversal a toda actividade humana, garante a cobertura de risco contra todos os aspetos da vida moderna, desde perdas relacionadas ao exercício de actividades profissionais, morte e invalidez, incapacidade, até perdas referentes a desastres ambientais e naturais e à propriedade individual e colectiva.
De realçar que, para que a economia se auto realimente ao longo da sua existência, é importante que estejam garantidas as condições necessárias para a sua manutenção e gestão. Os seguros são parte e suporte desta cadeia.