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FMI prevê para Angola crescimento de 2.2 por cento

As projecções relativas ao crescimento económico e a inflação previstas para este ano em Angola são positivas. Este foi optimismo apresentado, ontem em Luanda, pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) à equipa económica do Governo.

As projecções relativas ao crescimento económico e a inflação previstas para este ano em Angola são positivas. Este foi optimismo apresentado, ontem em Luanda, pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) à equipa económica do Governo.
O FMI prognosticou um crescimento de cerca de 2.2 por cento, quando antes tinha uma de 1.6 por cento. Esta projecção contrasta com a do Executivo que prevê para este ano um crescimento de 4.9 por cento. No final da reunião, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Junior, disse que as acções do Governo angolano são sustentadas pelo conjunto de medidas com visão de estabilidade macroeconómica a nível da política fiscal, cambial e monetária, mas também pela projecção de crescimento do sector não petrolífero da economia nacional. Manuel Nunes Junior afirmou que as constatações da missão liderada pelo brasileiro Ricardo Veloso estão em linha com os programas do Executivo, sobretudo as medidas contidas no Plano Intercalar e também do programa de estruturação macroeconómica conhecido por PEM (Programa de Estabilidade Macronómica).
Para o economista, as projecçoes são indicações e vão evoluindo de acordo com a dinâmica e “nunca devemos deter como se fossem números definitivos”.
O FMI esteve em Angola ao abrigo do artigo IV, que são as missões feitas aos países membros para acompanhar regularmente a sua evolução económica e financeira. Ainda ontem, o FMI apresentou as suas principais constatações e também fez algumas recomendações. Além da Equipa Económica, a delegação do FMI manteve um encontro com a Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, no qual reafirmou que o Governo deu um passo importante com a provação do OGE2018, no qual se propôs reduzir os défices em relação aos anos anteriores.