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Conteúdo local encaixa mil milhões de dólares da Total

Mais de 600 empresas nacionais, que prestam serviços ao sector petrolífero, perto de um terço, encaixaram da Total, mil milhões de dólares, convertidos em kwanzas, durante o exercício económico 2019.

Mais de 600 empresas nacionais, que prestam serviços ao sector petrolífero, perto de um terço, encaixaram da Total, mil milhões de dólares, convertidos em kwanzas, durante o exercício económico 2019. A informação foi confirmada pelo director-geral da Total, Olivier Jouny, à margem do fórum de fornecedores locais, que decorreu na sede da empresa.
Olivier Jouny disse que o montante representa um quarto do total dos custos operacionais da empresa durante o exercício económico 2019, orçados em mais de três mil milhões de dólares.
O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos afirmou que, até à presente data, estão registadas, mais de três mil empresas das quais apenas 600 estão certificadas para prestar serviços ao sector petrolífero.

Recrutamento
Por sua vez o director nacional de fomento de quadros e da cadeia de valores do Ministério dos Recursos naturais e Petróleos, Domingos Francisco, garantiu que, o recrutamento de expatriados tem os dias contados.
Domingos Francisco disse que o novo diploma que aguarda pela aprovação e aplicação prevê entre outros, a obrigação de apresentar o contrato programa e planos de desenvolvimento de nacionais.
Para garantir o cumprimento deste pressuposto o Ministério dos Recursos Naturais e Petróleos vai criar um órgão regulador do conteúdo local e outras exigências, não previstas na actual Lei.
Por outro, mostrou-se preocupado com o número de expatriados a actuar, no sector, numa altura, que o país apostou na angolanização do sector petrolífero.
Com base neste princípio, os angolanos, devem ter vantagens acrescidas, na ascensão para qualquer posto de trabalho no sector do petróleo, sendo substituído pelo expatriado, quando não oferece as mesmas competências.
No entanto, as empresas angolanas voltadas ao recrutamento da mão-de-obra, tem vindo a contratar, expatriados sem ter a “carta de operadora” em outros casos sem saber o posto de trabalho que vai ocupar, disse.
Para pôr termo, a esta situação o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo vai fiscalizar a atribuição dos vistos de fronteira, para que a entrada no sector seja ordenada e disciplinada. “Quem quiser vir a Angola, temos de saber, em onde vai ficar, onde vai trabalhar e quando vai sair do país, concluiu.

Prestadoras de serviço no sector petrolífero falam dos desafios do sector

As empresas nacionais, que prestam serviços no sector petrolífero (conteúdo local) explicaram ao JE,  que a permanencia no sector em que operam, passa, pelo cumprimento rigoroso de prazos, e seriedade nos compromissos assumidos. Durante a ronda realizada pelo JE, Analisa Ferreira, directora de qualidade na “Integrated Solucion Angola, que fornece equipamentos informáticos, assegurou, que este segmento de negócios é promissor e oferece boas oportunidades para o investidor.   
 Analisa Ferreira assegurou que a sua equipa constituída por 30 membros, actua no sector há 11 anos e vai continuar a trabalhar, para assegurar esta quota de mercado.
Entre os desafios, a responsável apontou a falta de divisas para importar equipamentos.
Já Kaima Cardiga, que representa a “Back”, volta ao sector de comunicação e imagem, há um ano, considerou 2019 proveitoso.
Kaima Cardiga, assegurou que, o desafio é enorme, no entanto a equipa está mobilizada.
Para Paulo Miranda, director executivo da Prometeus, referiu, que a crise prevalecente no sector desde 2014, constitui um desafio, para os empreendedores, no entanto, a equipa, trabalha a cada dia para prosseguir.
Há 28 anos no mercado, prestando serviços de limpeza, a empresa encontrou no sector petrolífero o seu nicho de mercado.
De recordar, que a Total actua nos sectores de produção de produção e exploração de petróleo e gás e tenciona entrar para o sector energético.
No mercado angolano há 65 anos a petrolífera francesa tem uma produção anual, que ronda os 650 mil barris de petróleo dia, extraídos nos Blocos 17 e 32 representando assim, 40 por cento da quota do mercado nacional.