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BCE quer “mão firme” na política monetária da zona euro

O presidente do BCE diz que a desaceleração do crescimento económico dominou a reunião de ontem e esforçou-se por deixar claro que mudanças nos estímulos monetários.

O presidente do BCE diz que a desaceleração do crescimento económico dominou a reunião de ontem e esforçou-se por deixar claro que mudanças nos estímulos monetários e nos juros da zona euro ainda vão demorar. Mario Draghi afirmou que irá conduzir a política monetária com uma “mão firme”, garantindo que mudanças nos instrumentos de política monetária serão feitas cuidadosamente. Repetindo várias vezes a palavra “cautela”, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) manteve um discurso moderado, deixando claro que o curso actual se vai manter. “Uma mão firme foram as palavras usadas na discussão do Conselho de Governadores”, explicou Draghi sobre alterações ao programa de compra de activos ou aos juros actualmente em mínimos históricos, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião. O programa de compra de activos decorre actualmente ao ritmo de 30 mil milhões de euros por mês e está planeado até final de Setembro. O consenso entre os analistas é que, na reunião de Junho, o BCE anuncie um eventual prolongamento do programa, com um volume de compras menor. Em relação aos juros, actualmente em mínimos históricos, apenas são esperadas mudanças em 2019. Questionado sobre se esta estimativa era acertada, Draghi respondeu apenas: “não discutimos esse assunto”, acrescentando que é um tema “sensível” e que têm de fazer uma análise “cautelosa”. Desaceleração do crescimento económico dominou a reunião do BCE. O presidente da instituição, que manteve um discurso focado em assegurar que o BCE não ia tomar qualquer decisão brusca, explicou que a reunião de ontem foi, aliás, dominada por questões económicas. “O interessante é que não discutimos política monetária per si. Os membros do Conselho de Governadores reportaram o que aconteceu nos seus países.