Lazer

Preservação da cultura Bantu

As tradições Bantu e o cuidado da preservação da Cultura Bantu esteve esta semana, em foco durante a audiência que a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, concedeu ao presidente do Instituto Latino Americano de Tradições Bantu (Ilabantu), Walmir Damasceno.

As tradições Bantu e o cuidado da preservação da Cultura Bantu esteve esta semana, em foco durante a audiência que a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, concedeu ao presidente do Instituto Latino Americano de Tradições Bantu (Ilabantu), Walmir Damasceno.
Durante a audiência, a ministra Carolina Cerqueira recomendou a recolha de informações sobre as tradições do antigo reino do Kongo, para garantir a diversidade e a riqueza do trabalho que desenvolvem, aconselhando a trabalharem com o director provincial da Cultura do Zaire.
Carolina Cerqueira manifestou satisfação pelo interesse do Ilabantu em acompanhar o trabalho desenvolvido em Mbanza Kongo e a importância que dá as línguas nacionais, razão pela qual o ministério vai colaborar proficuamente para estreitar o relacionamento de amizade, cooperação e de entendimento entre o povo brasileiro e angolano.
Por seu turno, o presidente do conselho directivo da Ilabantu, Walmir Damasceno, informou que a visita a Angola tem como principal objectivo uma deslocação à cidade património mundial: Mbanza Kongo, por estar dentro dos estudos de investigação da língua Bantu no Brasil.
Walmir Damasceno referiu ainda que a investigação das línguas, costumes e as culturas tradicionais em geral influenciaram na construção do Brasil e da sociedade brasileira.
O responsável adiantou que a cultura angolana tem forte influência na culinária, na música, entre outras. O Ilabantu nasceu em 1985, na cidade de Ipiaú, Bahia, com a denominação de Inzo Tumbansi Tua Nzambi Ngana Kavungu, como Casa de Cultura Tradicional de Matriz Africana Bantu Congo-Angola.
É um espaço próprio de resistência e sobrevivência, que possibilita a preservação e recriação de valores civilizatórios, de conhecimentos e da cosmovisão trazidas pelos africanos, quando transplantados para o Brasil.
Caracterizando-se pelo respeito à tradição e aos bens naturais; o uso do espaço para reprodução social, cultural e espiritual da comunidade; e a aplicação de saberes tradicionais transmitidos através da oralidade. Tem o seu enfoque prioritário na manutenção, preservação e formação de agentes multiplicadores dos saberes e fazeres tradicionais, actuando no fortalecimento de acções políticas que viabilizam a promoção da igualdade racial e empoderamento dos povos e comunidades tradicionais de matriz africana e afro brasileira.