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Centro Cultural Brasil-Angola expõe acervo tradicional

Uma exposição sobre instrumentos musicais tradicionais de Angola está patente até ao próximo dia 18 de Junho no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA) por ocasião do Dia Internacional dos Museus, cujo tema de celebração da efeméride, este ano, é “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus”.

A exposição é uma organização do Museu Nacional de Antropologia em parceria com a CCBA. As entradas são gratuitas e estão abertas de segunda a sexta-feira ao público que quer conhecer mais um pouco sobre os instrumentos musicais dos vários grupos etnolinguísticos de Angola.
A mostra integra cerca de 30 instrumentos musicais e de som que traduzem simbologias e utilidades de diferentes regiões de Angola de vários grupos etnolinguísticos.
Os instrumentos tradicionais representam o rico acervo nacional presente nas comunidades dos povos ambundu, bakongo, cokwe, ovimbundu, nyaneka-humbi e ambó.
Segundo o director do Museu Nacional da Antropologia, Álvaro Jorge, a apresentação está dividida em quatro categorias de instrumentos, a designar como os membrafones, tocados directamente com as mãos, os idiofones que são executados com o suporte de objectos, os cordofones que são os instrumentos de corda e os aerofones, os de sopro.
A exposição tem por objectivo a divulgação de conteúdos antropológicos históricos e da biodiversidade, o que convida a reflectir sobre a sua importância como agente socializadores da sociedade, bem como seu contributo na preservação da história dos povos de Angola.
Álvaro Jorge chamou atenção para mais investimento à pesquisa no ramo da antropologia, para dessa forma poder mostrar à sociedade o acervo que o país possui.
“Os museus, quando ao serviço da sociedade, são ferramentas que permitem a criação de relações mais pacíficas entre os povos e representam
a história de um povo”.
Quem visita a exposição toma contacto com uma colecção de instrumentos muito diversificada, onde se destacam o mondo, trompa chifre e a pwita, instrumentos musicais e meios de comunicação, omakola (usado em cerimónias de adivinhação), cihumba (usado por comunidades pastoris do sudoeste de Angola), kakoxe (para bailados diversos), hungu e dikanza (em conjuntos tradicionais e modernos), olumbendo-flauta (usado pelo séquito real nas suas deslocações e também nas diversões populares) e o mpungi (para cerimónias de entronização do chefe, nas guerras e funerais dos grandes sobras e dos antigos reis do Kongo) entre outros.