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Moçambique revela evolução

Principais indicadores macroeconómicos foram divulgados e demonstram um crescimento positivo nos últimos meses

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou esta semana que “os principais indicadores macroeconómicos” do país estão a evoluir de forma positiva.
Rogério Zandamela realçou o facto de “a inflação projectada e a taxa de câmbio estarem a evoluir favoravelmente, embora subsistam alguns riscos”, ao falar numa conferência de imprensa no final de uma reunião do Comité de Política Monetária.
O metical registou, em Fevereiro e Março, uma apreciação acumulada de 3,94 por cento em relação ao dólar americano, 4,12 por cento face ao euro e 0,96 por cento em relação ao rand sul-africano. As reservas internacionais brutas do Banco de Moçambique seguem uma tendência crescente, situando-se actualmente em dois mil milhões de dólares.
Este valor, segundo Zandamela, é suficiente para cobrir cerca de 5,3 meses de importação de bens e serviços não factoriais, excluindo
os grandes projectos.
O governador reconhece que ainda persistam riscos e incertezas associados “ao processo de ajustamento dos preços de alguns produtos administrados, bem como os relacionados com a retoma da ajuda externa ao Orçamento do Estado e com o agravamento das condições de
liquidez do sistema bancário”.
O rácio de solvabilidade médio do sistema bancário caiu para nove por cento em Janeiro, contra 16,5 por cento em igual período de 2016, “ainda assim, acima dos mínimos exigidos”, de oito pot cento. Zandamela referiu que o sistema financeiro moçambicano se mantém estável.
O comité anunciou, ainda, após a sessão, uma redução da taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) de Liquidez de 23,25 por cento para 22,75 por cento. Na mesma sessão, o órgão manteve a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 16,25 por cento e o coeficiente de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e estrangeira em 15,5 por cento.