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BM e FMI divergem nas previsões sobre economias africanas

As previsões de crescimento da economia africana para 2018 continuam animadoras.Há várias estatísticas avançadas por instituições de Bretton Woods na qual apontam que o crescimento agregado de África deverá acelerar entre 2018 e 2019, atingindo a taxa de 3,6 por cento, impulsionado pela recuperação das maiores economias do continente.

O Banco Mundial revelou recentemente que tal crescimento de 3,6 por cento permanecerá reduzido para os exportadores de petróleo, ao passo que os exportadores de metais deverão registar um aumento moderado. Recentemente, foi apresentado nos Estados Unidos um vídeo-conferência com o economista-chefe do Banco Mundial para África, Albert Zeufack e o economista principal da região africana do Banco Mundial, Punam Chuhan-Pole, a última edição do novo “África’s Pulse”, uma análise bi-anual do estado das economias africanas.
No quadro deste ambiente, a promoção do investimento público e privado deve ser prioritário em África, com destaque para Angola que tem no petróleo como o principal produto de exportação.
O crescimento económico na África Subsariana, segundo avancara o BM, estava a recuperar-se em 2017, após registar o pior declínio em duas décadas.
O novo “Africa’s Pulse”, revelava que as economias da África Subsaariana estão a demonstrar sinais de recuperação, apesar do crescimento regional, projectado de 2,9 por cento para 2017, permanecer fraco, visto que os países exportadores de petróleo continuam a ser prejudicados pelo ambiente debaixo
do preço dos produtos básicos.
O aumento do PIB deverá também permanecer elevado entre os países que não dependem da exportação de produtos básicos, sustentados pela demanda interna.
Neste mesmo documento bianual, o Banco Mundial destaca que Angola, África do Sul e Nigéria, as maiores economias do continente, observaram uma recuperação após a acentuada desaceleração ocorrida em 2016.
Ainda assim, o BM considera lento o seu restabelecimento, tendo em vista o aumento do sentimento proteccionista em todo o mundo e uma restrição do financiamento
global acima da expectativa.
De acordo com o documento apresentado, do lado doméstico, os riscos para a actual recuperação derivam da ausência de reforma das crescentes ameaças à segurança e da volatilidade política diante das eleições ocorridas em alguns países como em Angola.
Acrescenta que o ambiente de baixo crescimento económico ocorre num momento em que o continente precisa com urgência de reformas para alavancar o investimento
e enfrentar a pobreza.
Os especialistas consideram que se deve adoptar medidas necessárias aos gastos de investimento e evitar a elevação da dívida a níveis insustentáveis.
Consideraram que à medida que os países caminham para o ajuste fiscal, precisa-se preservar as condições correctas para o investimento de modo que a África Subsariana alcancem uma recuperação mais robusta.

África Subsaariana

A África Subsaariana precisa de implementar reformas que aumentem a produtividade dos trabalhadores, além de criar um ambiente macroeconómico estável, uma vez que empregos melhores e mais produtivos são providenciais para o combate à fome e à pobreza no continente.

Os países da União Económica Monetária da África Ocidental (UEMOA), como Cabo Verde, Ilhas Comores, Maurícias, Madagáscar, Seycelles também continuarão a ter crescimento moderado, visto que as suas economias não dependem dos produtos básicos. As reformas para impulsionar o crescimento do sector privado, dos mercados de capitais, melhoria das infra-estruturas que fortalecem a mobilização de recursos internos, são recomendações realçadas pelo Banco Mundial.