Mercados

Nada muda no acesso às divisas

Satisfação é em como se traduz o ambiente de operações na banca, após a entrada, a 1 deste mês, da nova directiva do Banco Nacional de Angola (BNA), que transfere para os operadores comerciais o controlo de afectação directa de divisas aos respectivos clientes.

Satisfação é em como se traduz o ambiente de operações na banca, após a entrada, a 1 deste mês, da nova directiva do Banco Nacional de Angola (BNA), que transfere para os operadores comerciais o controlo de afectação directa de divisas aos respectivos clientes.
O gestor Rui Silva, de uma das agências do Banco de Comércio e Indústria (BCI), em Luanda, disse que quase três anos depois e várias medidas de controlo cambial, o BNA volta a autorizar a banca a vender divisas directamente aos seus clientes sem a exigência e indicação de quanto e a quem devem vender. Para ele, esta é uma medida bastante positiva.
Por outro lado, um dos balconistas do Banco Sol, Jorge Sampaio é de opinião que, apesar de ser uma medida boa, o retorno do negócio aos bancos leva a várias observações sobre a forma como nesta nova era as instituições bancárias e o próprio banco central deverão operar.
“Com as divisas nos bancos comerciais, espera-se do BNA, através dos seus gabinetes de supervisão comportamental e de mercado, maior controlo nas operações com supervisão de proximidade”, defende.
Diz que o regulador deverá manter uma supervisão de proximidade de modo a inibir e punir severamente os bancos comerciais infractores para que se garanta a regular e racional afectação das divisas sem esquemas ou procedimentos não formais.
Por seu lado, a balconista de uma Casa de Câmbio, Otilia Manuel, defende o modelo cambial que derive dos recursos operadores ou o que observa a ética profissional e racionalidade na alocação dos recursos.
Numa situação em que os bancos correspondentes voltem a relacionar-se com Angola e os bancos comerciais poderem livre e regularmente adquirir divisas no mercado internacional e vender aos seus clientes em Angola, o país e as instituições financeiras tenderão a contemplar o maior número de operações possíveis.
Já um funcionário do Banco de Fomento Angola (BFA), Elsio Martins, disse que a restituição desta retoma aos bancos comerciais corresponde à normalização do funcionamento da cadeia de valores no sistema financeiro nacional.
“Mas isso não traduz necessariamente que os níveis observados na alocação de divisas ao mercado pelos bancos comerciais ou seus agentes e funcionários esteja necessariamente acautelado”, disse.
Segundo ele, deve haver acompanhamento do BNA junto dos bancos comerciais, sobretudo nas operações com divisas.
Com certeza, o BNA vai acompanhar a forma como os bancos comerciais vão atender os pedidos dos clientes, e se achar que não está a ser feito da melhor maneira, irá tomar medidas necessárias para reverter a situação.
O que muitos continuarão a perguntar-se é em como aceder as divisas?
Os bancários ouvidos responderam a essa questão, lembrando que, necessariamente, o cliente terá de fazer prova de viagem, através de bilhete e visto de entrada.