Infraestrutura

Produção de ovos sobe na “Aldeia Nova"

A produção de ovos, na fazenda “Aldeia Nova”, localizada no município do Waku-Kungo (Kwanza-Sul) está a registar níveis bastantes animadores, situando-se na ordem dos 200 mil ovos por dia.

A produção de ovos, na fazenda “Aldeia Nova”, localizada no município do Waku-Kungo (Kwanza-Sul) está a registar níveis bastantes animadores, situando-se na ordem dos 200 mil ovos por dia, medida que está a permitir cobrir 80 por cento do território nacional. Esta produção é assegurada por 244.000 galinhas, deste número mais de 177.000 poedeiras, quantidade que pode ser superada nos próximos meses, face aos investimentos que estão a ser aplicados pela empresa proprietária do projecto agro-industrial.

Segundo o director administrativo do projecto de capital misto, Hermenegildo Francisco, actualmente os níveis de produção de leite, iogurte, manteiga, queijo e gelados estão a aumentar, medida que vai contribuir para garantir a segurança alimentar e diminuir as importações.

Leite
Quanto ao leite, a sua produção é assegurada por mais de 600 vacas leiteiras, com perspectiva de aumentar-se o número. A nossa fonte avança que para o presente mês de Dezembro se calcula que sejam obtidos 60.800 litros de leite.

Dados avançados pelo responsável indicam que, desde o passado mês de Agosto, a fábrica de ração produz 1.000 toneladas por mês; a de lacticínios 2.000 litros por dia; enquanto a produção de milho e soja está a ser feita em 2.000 hectares.

Cadeia de valor
O responsável explicou que o projecto “Aldeia Nova” tem a vantagem de ter uma cadeia de valor de produção de ovos, onde o elemento mais importante é a fábrica de ração, que já produz mais de 60 por cento de ração.

A fonte acrescenta que, a partir do próximo ano, a produção de ovos vai aumentar. O projecto ajudará o país a deixar de importar ovos. Ele justifica que o ovo fresco tem uma duração de quatro meses, desde a sua reprodução por isso é desaconselhável o consumo de ovos importados.

“O ovo que vem de fora, desde a sua colheita, passa mais de quatro meses para chegar a Angola e este produto já não tem qualidade alguma. Por isso, aconselhamos às pessoas a optarem pelos produtos nacionais”, revelou.
O director disse que o projecto proporciona emprego a 600 pessoas que vivem nas aldeias circunvizinhas do projecto.