Gestão

Valorizar o jornalismo por via da especialização

Apesar da prática de gerir os meios de comunicação social ser antiga, o conceito é novo. Regista-se um pouco por todas as instituições de ensino superior do país a introdução da cadeira de gestão dos meios de comunicação social, uma medida que consideramos salutar dado ao valor acrescentado que os quadros formados neste ramo do saber vão agregar.

Apesar da prática de gerir os meios de comunicação social ser antiga, o conceito é novo. Regista-se um pouco por todas as instituições de ensino superior do país a introdução da cadeira de gestão dos meios de comunicação social, uma medida que consideramos salutar dado ao valor acrescentado que os quadros formados neste ramo do saber vão agregar.
A produção de conteúdos mediatos distribuídos nos diferentes géneros jornalísticos de acordo o meio de comunicação social em que será publicado, constitui uma forma de negócios que movimenta milhares, centenas e dezenas de milhares um pouco por todo o mundo.
Para alguns a especialização em gestão de empresas responde a este desafio. Mas, para os entendidos em matéria de gestão dos medias defendem que a especialização é fundamental e urgente.
A especialização de quadros nas diferentes disciplinas gerou cadeiras como gestão hospitalar, gestão de frota, gestão bancária só para citar. E porque não falarmos da gestão dos medias?
Se olharmos para países como Portugal e brasil dois exemplos mais próximos da realidade angolana, dada aproximação linguística, veremos que a cadeira de gestão dos medias, para uns e especialização em gestão dos medias para outros, faz parte da tradição em cursos ligados à comunicação.
Durante as acções de formação as instituições procuram fornecer indicações sobre a gestão de empresas tão peculiares como as de comunicação social, que se inserem numa área particularmente sensível, que é a formação da opinião e a estruturação do espaço público.
Por outro, a academia procura formatar os alunos a distinguir o que diferencia uma empresa pública da privada no ramo dos medias, o que as aproxima e o que as separa. Compreender a influência que as empresas de media exercem na formação de opinião a nível nacional e internacional.
Quanto ao grau académico para quem se interessa por esta área de formação varia. A escola de comunicações e Artes da universidade de São Paulo no Brasil, por exemplo, oferece a especialização em gestão dos meios de A produção de conteúdos mediatos distribuídos nos diferentes géneros jornalísticos de acordo o meio de comunicação social em que será publicado, constitui uma forma de negócios que movimenta milhares, centenas e dezenas de milhares um pouco por todo o mundo.
Já a universidade Federal do Espírito Santo oferece a especialização com o grau de licenciado. Ao lado das já citadas vamos encontrar a universidade Lusófona e tantas outras, um pouco pelo mundo fora. As matérias leccionadas vão desde as remotas e modernas teorias de comunicação, semiótica, estética de comunicação, grafismo, criação e elaboração de projectos audiovisuais só para citar.
Cá entre nós a julgar pela jovialidade do subsistema de ensino superior, que nasceu de universidade de Angola e mais tarde Agostinho Neto e hoje distribuído por regiões académicas acreditamos que o futuro promete. Em algumas universidades onde se leccionam os cursos de comunicação social, como é o caso da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, jornalismo para a Metropolitana e Ciências da Comunicação para a Unia e Upra, a cadeira de gestão dos medias já é uma realidade.
A introdução de cadeiras, que respondem directamente as necessidades do mercado é gesto de capital importância. Na faculdade de Ciências Sociais, por exemplo, já se ensina como gerir os meios de comunicação social. Já o Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (Imetro), a nova grade curricular vai entrar em vigor brevemente.
Os “expert” em matéria de gestão dos medias, defendem que ainda assim, precisamos especializar cada vez mais os intervenientes do processo não só na forma de trabalhar mais sim, na maneira como gerir os meios de comunicação social. Para estes, a rádio por exemplo, apresenta especificidades próprias, que diferem do jornal, revistas, televisão bem como das agências de notícias e outros medias.
Para estes, questões como a presença do jornalista na redacção por exemplo vai sendo cada vez mais protelada, face às características da maioria dos meios de comunicação social, entre os quais podemos citar o imediatismo, instantaneidade, simultaneidade e rapidez.
Estas características, aqui enumeradas, diga-se em abono da verdade que elas fazem do jornalista “efectivo na rua e colaborador na redacção”.