Gestão

Finanças públicas em livro

O economista Anselmo Vasco defendeu, esta semana, no município da Cacula, província da Huíla, a pertinência de se incutir aos gestores a diferentes níveis, a arte de bem gerir o erário público, face ao actual contexto que o país vive.

Anselmo Vasco que falava em entrevista ao JE, à margem do lançamento da sua segunda obra literária com o título “Finanças Públicas: a arte de gerir o erário público”, destacou a importância de inovar também na gestão do erário público.
“É preciso saber que, apesar dos fundamentos jurídicos legais e científicos existentes, que norteiam os princípios da gestão, é importante saber que gerir depende também da realidade concreta da sociedade que se está inserida”, destacou.
O autor da obra explicou que a actividade do Estado pressupõe a captação de recursos, a sua gestão e o seu gasto para atender às necessidades da colectividade e do próprio Estado nas mais diferentes esferas, daí que, se pode com todo o rigor, afirmar que o exercício das finanças públicas é de maior responsabilidade social e política em qualquer país, independentemente do seu sistema político e económico.
Anselmo Vasco aclarou que é das finanças públicas onde consiste a satisfação das necessidades colectivas, mediante a afectação de bens e serviços adequados. “A gestão dos dinheiros públicos, ou seja, da actividade de gestão financeira pública, precisa de gestores comprometidos com o rigor
e fidelidade ao povo, destacou.
Disse que as finanças públicas, estão intimamente ligadas à existência e funcionalidade do Estado, porque, é por seu intermédio, que este mediante a observância de determinadas normas e regras, materializa as funções que lhe estão constitucionalmente consagradas.
Referiu que as finanças públicas são compostas pelas políticas que instrumentam o gasto público e os impostos (considerando os impostos como sendo e deve ser, a principal fonte de receitas de qualquer Estado).
Aclarou que é desta relação-despesas públicas e receitas públicas que depende a estabilidade económica do país e a sua entrada em défice ou excelente.
Anselmo Vasco enfatizou que ao falar da gestão do erário público ou gestão de recursos públicos, tem que se ter duas perspectivas, cuja primeira é perspectiva científica.
Gerir, referiu, tem de ser mediante fundamentais científicos, por ser ciência e não agir de forma arcaica. “Qualquer gestor tem de estar preparado e munido de fundamentos técnicos e científicos para o seu sucesso”, alertou.