Gestão

Cadeias produtivas podem ajudar na industrialização

A identificação das oportunidades e as barreiras para o adensamento das cadeias produtivas tornará o processo de investimento público e privado mais focado e menos espontâneo e disperso, garantiu o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

A identificação das oportunidades e as barreiras para o adensamento das cadeias produtivas tornará o processo de investimento público e privado mais focado e menos espontâneo e disperso, garantiu o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.
Quando discursava na abertura do primeiro conselho consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas, que decorreu na cidade do Luena (Moxico), destacou que com o desenho das cadeias produtivas será maior a coordenação entre os investimentos público e os privado com vista ao aumento da produção nacional, serão maiores os ganhos em economias de escala e serão evitados os desperdícios de factores de produção.
“Os investimentos público e privado serão feitos para adensar as várias fileiras produtivas, como as do milho, do feijão, do arroz, do trigo, da madeira, da cana-de-açúcar e outras”, disse.

Parcerias estratégicas
Para ele, é importante que os empresários nacionais não trabalhem isoladamente e que estabeleçam relações de parcerias estratégicas com empresários de outros países possuidores de know-how e de tecnologia avançada, para que possamos rapidamente ter acesso ao que de melhor o mundo nos pode proporcionar nos domínios empresarial e da tecnologia.
Entende que se devem encontrar parcerias mais adequadas para que num espaço de tempo relativamente curto nós tenhamos auto-suficiência no que respeita a produção alimentar.
“Temos de deixar de importar alimentos de amplo consumo popular e produzi-los domesticamente”, augurouManuel Nunes Júnior.
Acrescentou que agindo assim, a pressão sobre as divisas será menor e a poupança neste domínio servirá para áreas reservadas ao desenvolvimento estratégico do país, como a educação, saúde e o “avanço científico e tecnológico”.Industrializar o país
Quanto à província do Moxico, o governante considera a região como potencialmente produtiva, com realce para a mandioca, arroz, ginguba e outros produtos em escala “suficiente para a melhoria da oferta alimentar da província e do país e para a sua
respectiva industrialização”.
Por isso, pediu para se encontrar sistemas de produção eficazes, eficientes e de baixo custo para a rápida melhoria das condições de vida da população desta região.