Finanças

Região Norte tem 834,7 mil milhões de kwanzas

A região Norte do país, que compreende as sete províncias, nomeadamente Luanda, Bengo, Malanje, Cabinda, Zaire, Cuanza Norte e Uíge, permanece a liderar na afectação de recursos no Orçamento Geral do Estado para 2018.

A região Norte do país, que compreende as sete províncias, nomeadamente Luanda, Bengo, Malanje, Cabinda, Zaire, Cuanza Norte e Uíge, permanece a liderar na afectação de recursos no Orçamento Geral do Estado para 2018.
Na proposta inicial, a Zona Norte aparece com 834.762 mil milhões de kwanzas (8.62 por cento), enquanto a parte Sul (Benguela, Bié, Cuanza Sul, Cunene, Huíla, Huambo e Namibe) com 499.170 mil milhões de kwanzas (5.16) e o Leste (Lunda Sul, Moxico, Lunda Norte e Cuando Cubango) com 180.397 mil milhões de kwanzas (1.87).
O diferencial das dotações entre as localidades do Norte e do Sul está à volta de 335.591 mil milhões de kwanzas.
Apesar da proposta do aumento de verbas, em comparação com o ano de 2017, o orçamento atribuído à região Norte diminuiu drasticamente em 124 mil milhões de kwanzas e a do Sul em 9 mil milhões.
Já para o Leste, houve uma subida de 11 mil milhões de kwanzas.
Em 2017, o valor cabimentado para aquela região era de 169,23 mil milhões de kwanzas menos de 180,397 mil milhões da proposta de 2018.

Distribuição
Sem a inclusão do aumento de 8 mil milhões de kwanzas anunciados publicamente para o sector da educação, quer a região Norte, quer a Sul e mesmo o Leste, vão continuar a investir fortemente na saúde e educação.
Este segmento, sobretudo na zona Norte, terá razões suficientes para crescer em 2018, tendo em conta o volume financeiro alocado.
Nas despesas por função, no Norte, o sector educativo terá uma verba de 142.691 mil milhões de kwanzas, enquanto a saúde kz 139.412 mil milhões e habitação 44.7 mil milhões. Por exemplo em Luanda, os dois sectores sociais perfazem 54,83 p0r cento do orçamento por função destinado à capital do país, distribuindo em 71.547 e 28.370 mil milhões de kwanzas, respectivamente. As outras áreas seguem os serviços públicos gerais com 30,56 por cento, habitação e serviços comunitários com 5,59. Para Cabinda, os sectores da educação absorvem 60,42 por cento do total do orçamento por função de 31.157 mil milhões de kwanzas, enquanto os serviços públicos gerais 19,35, habitação e serviços comunitários com 11,68.
A área dos assuntos económicos vai ser contemplada com 1,02 mil milhões de kwanzas.
Na província do Zaire, prioriza-se o sector da habitação e serviços comunitários com 34,82 por cento num valor que corresponde a 10.315 mil milhões de kwanzas, a seguir a educação com 25,04 tendo na rubrica 7,418 mil milhões de kwanzas.
A saúde vem na terceira com uma verba de 5,1 mil milhões, representando 17,37 do valor global das despesas por função do Zaire de 29,6 mil milhões de kwanzas. Quanto ao Cuanza Norte, a educação, saúde e serviços gerais lideram na intenção de investimentos com 20.582 mil milhões, sendo repartidos em 10,136 (38,79), 6.188 (23,68) e 4.258 (16.29 por cento) mil milhões, respectivamente.
Nas despesas por função, o Cuanza Norte terá um valor aproximado de 26,133 mil milhões de kwanzas.
O valor de 49.833.942 mil milhões de kwanzas é o que consta da proposta das despesas por função do OGE 2018 para a província do Uíge.
Nesta localidade do Norte estão previstos investir-se 26.649 mil milhões de kwanzas no sector da educação e da saúde 8.859 mil milhões de kwanzas e para habitação e serviços comunitários 4.055 mil milhões.
No Bengo, a intenção de investimentos recai para a educação (10,109 mil milhões), habitação e serviços comunitários (7.777 mil milhões) e saúde (6.734 mil milhões).
Os investimentos locais incidem sobre a construção e apetrechamento de escolas, hospitais, abastecimento de água, habitação, saneamento básico e infra-estrutura urbana.