Finanças

Países produtores reagem com satisfação e reservas

O aumento dos preços do petróleo deve-se à espera em torno da questão iraniana e à redução da exploração na África do Norte, segundo opinou o Presidente Russo, Vladimir Putin.

O aumento dos preços do petróleo deve-se à espera em torno da questão iraniana e à redução da exploração na África do Norte, segundo opinou o Presidente Russo, Vladimir Putin.
No seu discurso, Putin também afirmou que os EUA erram ao ponderar introduzir sanções pelas transações em dólares, cometendo um “erro típico” de qualquer império.
“Eu acredito que os nossos parceiros americanos estão a cometer um colossal erro estratégico, minam a confiança no dólar como moeda de reserva universal e, de facto, a única na actualidade. Minam a confiança nela como ferramenta universal. Estão realmente a dar um tiro no pé. É estranho, até fico surpreso, mas parece-me que é um erro típico de qualquer império — quando as pessoas consideram que nada acontecerá […] e não haverá consequências negativas, mas não, elas chegarão cedo ou tarde”, manifestou.

Maduro ainda está fragilizado
A Venezuela precisa rapidamente avançar nas negociações e vendas de todo o seu petróleo e derivados, que deixarão a costa venezuelana, em petro. Todo o petróleo venezuelano deve ser vendido em breve em petro disse o Presidente Nicolás Maduro em transmissão televisiva estatal.
Para ele, é preciso preparar-se rapidamente para a venda de todo o combustível para a aviação, através do petro. Anteriormente, Maduro determinou que o valor de um petro equivalesse o preço de um barril de petróleo venezuelano, ou seja, cerca de USD 60.
O petro surgiu no final de 2017 como um plano do governo para evitar as sanções impostas pelo governo dos EUA aos seus títulos e à sua principal empresa de petróleo, a PDVSA. Porém, antes de sua pré-venda o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um decreto contra a criptomoeda.