Finanças

Inflação em queda

Ocrédito à economia aumentou em 1,75 por cento, enquanto que o crédito bruto ao governo central (titulado e não titulado) diminuiu em 0,96 por cento. Neste mesmo período, os depósitos do Governo no sistema bancário aumentaram em 9,85 por cento, de acordo com dados preliminares das contas monetárias, no mês de Julho de 2017.

Ocrédito à economia aumentou em 1,75 por cento, enquanto que o crédito bruto ao governo central (titulado e não titulado) diminuiu em 0,96 por cento. Neste mesmo período, os depósitos do Governo no sistema bancário aumentaram em 9,85 por cento, de acordo com dados preliminares das contas monetárias, no mês de Julho de 2017.
O Comité de Política Monetária (CPM) analisou, recentemente, a evolução dos indicadores relativos à economia nacional com realce para os sectores Real, Fiscal, Monetário e Externo, bem como o comportamento da economia internacional.
No encontro, foi prestada particular atenção à evolução dos preços na economia nacional, tendo o CPM notado que a inflação homóloga continua a perseguir a sua trajectória descendente iniciada em Janeiro de 2017.
Os Meios de Pagamento representados pelo agregado M2 diminuiram em 0,86 por cento em Julho de 2017 e em 5,87 por cento nos últimos 12 meses. A Base Monetária Restrita em moeda nacional contraiu 3,44 por cento em termos mensais e 16,10 por cento nos últimos 12 meses;
No Mercado Cambial primário, a taxa de câmbio média do Kwanza face ao dólar norte-americano situou-se em 165,92, mantendo-se inalterada.
Em Julho, os bancos comerciais compraram 1.066,25 milhões de dólares norte -americanos, dos quais 946 milhões ao Banco Nacional de Angola (BNA) e o remanescente aos seus clientes, o que comparativamente ao mês anterior representou um aumento
de 5,14 por cento.
No mês de Julho de 2017, a taxa de inflação mensal, medida pelo Índice de Preços no Consumidor da província de Luanda, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística, foi de 1,77 por cento, contra 1,58 por cento no mês anterior e 35,30 por cento em Julho de 2016. Assim, a inflação dos últimos doze meses situou-se em 29,01 por cento, contra 31,89 por cento no mês anterior e 35,30 por cento no período homólogo de 2016, o que reflecte o curso descendente da inflação homóloga
iniciado em Janeiro de 2017.
No que diz respeito ao comportamento por classe de despesa, a de “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção” foi a que registou o maior aumento de preços com 3,07 por cento.
Já a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 0,83 p.p. foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços em Luanda, seguida da classe 12 - “ Bens e Serviços Diversoscom 0,26.
Relativamente ao Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Julho de 2017, observou-se uma variação de 1,69 por cento, correspondendo a um aumento de 0,17 pontos percentuais em relação ao mês anterior (1,52 por cento) e uma redução de 2,57 pontos percentuais em relação ao período homólogo de 2016 (4,26 por cento).
A província da Huila foi a que registou menor variação com 1,16 por cento, enquanto que a de Benguela foi a que registou maior variação com 2,15.
No mesmo período, a Luibor overnight fixou-se nos 22,37 por cento, ao ano, e nas maturidades de 3 e 12 meses as taxas Luibor situaram-se em 20,12 e 24,25 por cento ao ano, respectivamente.

Decisões seguram taxas
Na mais recente reunião do Comité de Política Monetária (CPM/BNA), órgão que apoia o governador do banco central, foi decido que sejam mantidas as taxas Básica de Juro - Taxa BNA – em 16,00 por cento ao ano; a de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez (Overnight) em 20,00 por cento ao ano e a de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez a sete dias em 2,75 por cento ao ano, respectivamente.
O comunicado publicado na página de internet do Banco Nacional de Angola (BNA) avança que a próxima reunião do órgão auxiliar do governador deve acontecer a 29 deste mês.