Empresas

Privados devem ter autonomia

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola defende que o Estado não pode continuar a ser um concorrente dos empresários privados em termos de empréstimos e financiamentos, por serem os privados que devem fazer funcionar a economia.

O Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola defende que o Estado não pode continuar a ser um concorrente dos empresários privados em termos de empréstimos e financiamentos, por serem os privados que devem fazer funcionar a economia.
O CEIC considera igualmente que isso acontece, porque as empresas privadas não têm capacidade, competência e condições para correr atrás dos financiamentos externos. “Nas outras economias modernas e organizadas, os privados vão ao mercado internacional obter empréstimos”.
O economista Alves da Rocha lembrou que há um financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BDA) para apoiar exclusivamente empresários nacionais, e “é bom que o Estado esteja longe disso”.
O também docente universitário entende que se de facto o Governo está alinhado em dar maior abertura e garantir o verdadeiro significado da propriedade privada, deve regulamentar o mercado e dar o suporte necessário.
Estes dados foram avançados esta semana, em Luanda durante a apresentação do “Relatório Económico de 2017”.

Consumo interno
O documento sublinha ser urgente o melhoramento da produtividade das empresas “e isso passa por desenhar as prioridades do mercado”.
Recomenda também que o investimento na indústria nacional faça sentido para criar empregos e produtos que sustentem o consumo interno.
O relatório assegura que as boas políticas fiscais são as que promovem a produção nacional, acrescentando que estas devem ser rigorosas e corajosas.

Taxa de crescimento
O estudo do CEIC estima que a taxa de crescimento em Angola não será superior a 2,8 por cento até 2022, comparando com as previsões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
Para o economista a capacidade de crescimento local não tem sido igual ao da população o que levará o país a um “estado estacionário”, em que o Produto Interno Bruto (PIB) por habitante se mantém.
Alves da Rocha diz que o PIB por habitante do país tem vindo a diminuir e deste modo, não é possível melhorar a distribuição do rendimento.
O Relatório do CEIC de 2017 entre outras questões aborda a problemática da pobreza, diversificação da economia, política fiscal e crescimento económico.