Empresas

Exportações não petrolíferas estão aquém das expectativas

O governo deve fazer funcionar a política fiscal e monetária deduzindo os impostos sobre os lucros, a fim de incentivar as empresas que se dedicam às exportações nacionais.

O governo deve fazer funcionar a política fiscal e monetária deduzindo os impostos sobre os lucros, a fim de incentivar as empresas que se dedicam às exportações nacionais.
A conclusão é do Centro de Estudos Científicos (CEIC) da Universidade Católica de Angola que vem expressa no seu último Relatório Económico 2017, lançado esta semana.
O estudo avança que em 2017 as exportações não petrolíferas rondaram os 1.300 milhões de dólares. Em destaque estão os produtos como diamantes, cimento, granito, mármore e bebidas.
“Apesar dos entraves no ambiente de negócios as empresas fazem-no mas com algum sacrifício, que deve ser motivado”, reconhece o CEIC.
O estudo revela que a maior parte das empresas criadas no país produzem apenas para o Estado e não para o consumidor final. “Por isso, nesta fase difícil muitas fecharam porque o Governo não paga”.
De acordo com o documento o país continua a gastar muito dinheiro para importar insumos, quando as empresas locais podem fazê-lo.

Importações
No que toca às importações totalizaram cerca de 28 mil milhões de dólares em 2017.
Especialistas do CEIC entendem que a indústria de bebidas por exemplo importa quantidades de polpa para a produção de sumos, muitas delas deviam ser feitas localmente a começar da múcua.
“A competitividade do mercado nacional dependerá da capacidade de colocar os produtos no mercado internacional com níveis de qualidade”, refere o estudo.