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Consumo de peixe supera expectativas

Angola já conseguiu cumprir com as exigências da Organização das Nações Unidas para alimentação e Agricultura (FAO) que estabelece um consumo de peixe estimado em 19 quilogramas por pessoa anualmente.

Angola já conseguiu cumprir com as exigências da Organização das Nações Unidas para alimentação e Agricultura (FAO) que estabelece um consumo de peixe estimado em 19 quilogramas por pessoa anualmente.
Em declarações ao JE, o director do Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal, Nkosi Luyeye, o cumprimento da meta das Nações Unidas está a galvanizar o sector que paulatinamente está a implementar um projecto em grande escala da pesca artesanal, em cinco províncias, o que tem garantido um excedente.
O projecto, que está a ser aplicado, actualmente, na faixa norte de Angola, a curto prazo pode abranger outras regiões, medida que poderá alavancar ainda mais este importante segmento.
Para Angola cumprir com este programa, que já vai no oitavo ano, a iniciativa prevê o consumo maioritariamente de pescado fresco ou congelado, proveniente dos segmentos industrial e semi-industrial, passando também pelo processamento em conservas, filetagem, pré-preparados e outras formas de transformação.
A fonte do Misnitério das Pescas e do Mar destaca que é notória a participação de parceiros privados, no cumprimento restrito das normas estabelecidas, onde o destaque recai no respeito das espécies existentes em pequena escala, principalmente no mar, rios, lagos e lagoas.
Por esta razão, o ministério de tutela mantém a criação de projectos empresariais privados nas cadeias produtivas da pesca artesanal que envolve a reabilitação e construção de novos estaleiros para a construção de embarcações, associada a pesca semi-industrial, produção do sal, peixe seco e da aquicultura, inseridos no Plano Nacional de Desenvolvimento e na estratégia da
diversificação da economia.

Programas dirigidos
Estão também em curso, programas de financiamentos privados internos e externos, para apoiar os programas dirigidos e a nível institucional, além da continuidade de licenciamento das actividades produtivas, como a pesca, a produção de sal e aquicultura, investigação, fiscalização e formação de quadros.
Os programas visam, igualmente, iniciativas que ajudem no processamento do pescado em conservas, filetagem, pré-preparados e de outras formas de transformação que ainda são incipientes no país, o que constitui uma oportunidade para o sector privado maximizar o aproveitamento das inúmeras espécies piscícolas existentes no mar, rios, lagos e lagoas, acrescentando-lhes valor.
 
Preservar as espécies
Para manter o ritmo de desenvolvimento sustentável, o Ministério das Pescas e do Mar defende a manutenção de um ecossistema produtivo e saudável e manter em crescimento as espécies de pequenos pelágicos.
Estas iniciativas contam com o apoio institucional das Repúblicas da Namíbia e África do Sul, países integrantes da Área de Convenção da Corrente Fria de Benguela.
A Corrente de Benguela joga um papel importante na promoção da gestão regional integrada do ecossistema, para garantir a estabilidade permanente dos oceanos, em benefício das gerações futuras.
Por esta razão, o Reino da Noruega e a FAO, através do programa “Nansen”,  estão a apoiar este projecto que tem contribuído para a obtenção de bases científicas para o desenvolvimento de políticas de governação, que equilibram o crescimento socioeconómico e a conservação do ecossistema.
Em Angola, estima-se que um terço da proteína animal é proveniente do pescado e das espécies de pequenos pelágicos, que contribuem com cerca de 85 por cento do total das capturas e têm um papel fundamental para a sustentação do sector das pescas.