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Angola quer operacionalizar investimento norte-americano

Angola quer operacionalizar os acordos bilaterais no sector do comércio com os Estados Unidos da América com vista a aumentar o investimento norte-americano no país, sobretudo nos domínios da agricultura, turismo e nos transportes.

Angola quer operacionalizar os acordos bilaterais no sector do comércio com os Estados Unidos da América com vista a aumentar o investimento norte-americano no país, sobretudo nos domínios da agricultura, turismo e nos transportes.
Para a materialização dos objectivos, o ministro do comércio, Joffre Van-Dúnem, já no âmbito do reforço da cooperação bilateral entre Angola e os Estados Unidos da América (EUA), recebeu esta semana, em Luanda, uma comitiva de congressistas norte-americanos.
Segundo uma nota de imprensa a que o JE teve acesso, os dois países vão rubricar vários acordos para que a presença de empresários norte-americanos seja mais notável em vários sectores produtivos nacional.
A delegação americana chefiada pela embaixadora em Angola, Nina Maria Fite, e o presidente do Conselho Jurídico do Congresso do Estado de Virgínia, Bob Light, pretende auscultar todos os sectores da sociedade e saber, em função do plano de necessidades de cada um, como podem apoiá-los, no que toca a intercâmbios comerciais.
O ministro do comércio Joffre Van-Dúnem disse à saída do encontro com os representantes norte-americanos, que “há necessidade de se operacionalizar as potencialidades bilaterais para incrementar as trocas comerciais fora do sector do petróleo e gás. A área em que podem colaborar é vasta mas convém priorizar-se a Educação, a Agricultura, o Turismo e os Transporte”, disse Joffre Van-Dúnem.
O governante acrescentou que “Angola está a criar um novo ambiente de negócios, por isso há uma nova lei da concorrência e do investimento privado, tendo sido criado também o comité de facilitação do comércio e, no âmbito do “doing business, a intenção de Angola é subir 15 lugares”.
No âmbito da cooperação, além do comércio e investimento, Angola conta com os EUA na área de assistência técnica e financiamento de pequenas e médias empresas, pelo que augura melhores oportunidades de negócio, quer para os americanos em Angola, quer para os angolanos nos Estados Unidos.
No passado mês de Julho, Angola participou na reunião estratégica do conselho de administração do Centro de Negócios Estados Unidos- África, realizada na África do Sul.
O objectivo da reunião foi identificar as medidas que permitirão remover as barreiras ao Investimento dos Estados Unidos da América no continente africano e alargar a base de membros da organização às micro, pequenas e médias empresas, de modo a disseminar parcerias, “know how”, financiamento e tecnologia dos EUA por toda a África.
O Centro de Negócios é um organismo da maior organização de negócios do mundo, a Câmara de Comércio dos EUA, fundada em 1915 pelo Presidente William Taft. Com sede em Washington, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos é a Câmara Mãe das Câmaras de Comércio estaduais e regionais e está presente em mais de 116 países, 19 dos quais em África. As filiais da Câmara de Comércio dos Estados Unidos assumem a designação de AmChams ( Camaras de Comércio dos Estados Unidos).
Com a proclamação a 23 de Agosto de 2017 da Amcham-Angola, Angola foi o último país a receber uma Câmara de Comércio Americana (Amcham_Angola) Organização fundada pela Comunidade de negócios Americana em Angola.