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Trocas com o exterior potenciam as receitas

As transacções comerciais entre Angola e o resto do mundo, em 2016, rondaram os 765 mil milhões de kwanzas, segundo indica o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o documento, este indicador representa uma variação positiva de 177 por cento durante o IV trimestre do ano de 2016, resultante do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola.Os indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE), em relação o mesmo período de 2015, a balança comercial registou um aumento do valor total das exportações em cerca de 38,7 por cento. Nesse período, as importações registaram uma diminuição de 20,4 por cento.Verificou-se, igualmente, que os principais continentes das exportações, durante o período em análise, foram a Ásia com 73,3 por cento, Europa com 8,3; América do Norte com 8,1 e África com 7,7, respectivamente.

Importações

Quanto às importações intercontinentais, o destaque recai para a Europa com 45,7 por cento, Ásia com 29,4; América do Norte, Central e do Sul
com 8,3 por cento cada.
Sobre os principais parceiros das exportações angolanas, durante o IV trimestre de 2016, observou-se, igualmente, que foram a China com 58,9 por cento, a Índia com 6,1; África do Sul com 5,3; Estados Unidos da América com 5,1 e Taiwan com 3,7, respectivamente.
A lista dos principais parceiros das importações de Angola, neste período, foi liderada por Portugal com 19,1 por cento, China com 12,8; Estados Unidos da América com 7,6; Brasil com 7,2 e Bélgica com 6,7, designadamente por essa ordem.
Analisadas as parcerias entre os países africanos, constatou-se que durante o período em análise os principais parceiros na exportação foram a África do Sul com 82,5 por cento, República Democrática do Congo com 12,9; São Tomé e Príncipe
com 1,1 e o Egipto com 1,0.
As importações africanas, no mesmo período, foram lideradas pela África do Sul com 80 por cento, seguido por Marrocos com 4,8 ao passo que a Namíbia, Egipto e Suazilândia ficaram com 3,3; 2,5 e 1,7 por cento, respectivamente.
Dados a que tivemos acesso dão ainda conta de que durante este período, 2016, nas exportações entre os principais grupos de produtos consta o combustível com 2,5 por cento e máquinas, equipamentos e aparelhos com 0,6. Já os produtos alimentares rondaram os 0,5 por cento, os mineiros, produtos agrícolas, madeira e cortiça surgem
com 0,3 por cento cada.
No que se refere às importações, a balança comercial mostra que os principais grupos de importados foram máquinas, equipamentos e aparelhos com 24,0 por cento. Já os produtos agrícolas com 14,1 surgem antes dos produtos químicos e dos produtos alimentares que tiveram 9,7 e 7,1
por cento, entre os principais.

Postos aduaneiros

O documento do INE indica, por outro lado, que os resultados em análise foram obtidos a partir das regiões tributárias de Cabinda, Malanje, Luanda, Benguela, Moçâmedes, Cunene, Lunda Norte bem como dos Ministérios dos Petróleos, Geologia e Minas, Indústria, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Pescas, bem como do Instituto Nacional do Café e da Administração Geral Tributária (AGT), que representam a totalidade das exportações e importações de mercadorias efectuadas por
Angola no período em análise.
A perspectiva da AGT é a de aumentar a colecta de impostos com as transacções externas.