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Reservas petrolíferas podem atingir 10 mil milhões de barris

No recente matabicho mantido entre os jornalistas e o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, o titular da pasta Diamantino Pedro Azevedo assegurou que o seu pelouro cumpriu a 100 por cento com as metas prescritas no Plano Intercalar do Governo definido de Outubro de 2017 a Marçode 2018, o que pressupõe dizer que este sector encontra-se na linha da frente.

No recente matabicho mantido entre os jornalistas e o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, o titular da pasta Diamantino Pedro Azevedo assegurou que o seu pelouro cumpriu a 100 por cento com as metas prescritas no Plano Intercalar do Governo definido de Outubro de 2017 a Marçode 2018, o que pressupõe dizer que este sector encontra-se na linha da frente.
O ministro está convicto que as metas estabelecidas, quer no Programa de Estabilização Macro-económica (PME), quer no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), e ainda do partido vencedor, serão vencidas.

Acções do sector
À sua testa tem enormes desafios entre os quais estabelecer um ritmo de exploração de petróleo bruto e gás natural, tendo em consideração a evolução das reservas e alterações da matriz energética mundial e os respectivos preços a médio e a longo prazo.
O Governo angolano está a trabalhar para impulsionar e intensificar a substituição de reservas, bem como atenuar o declínio acentuado da produção de hidrocarbonetos, no âmbito da política e prioridades do Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/22 para o
sector dos petróleos.
Para o efeito, o Executivo está a envidar esforços no sentido de redireccionar o perfil de declínio da produção petrolífera. Para tal, conta com o apoio directo das companhias operadoras do sector, tendo inclusive criado em 2017 uma Comissão de Avaliação do Sector Petrolífero, liderada pelo Ministérios dos Recursos Minerais e Petróleos e integrada pelo Ministério das Finanças, que formulou recomendações estratégias para o reforço dos investimentos no sector.
Quanto às reservas de hidrocarboneto, Angola poderá sair de 6 biliões para mais de 10 biliões nos próximos seis anos, a julgar pelos campos previstos para entrada em produção. São mais de 11 projectos.
As reservas equivalem ao ritmo actual de 10 anos de produção e 8.200 milhões de barris na categoria de provável. 66,5% das reservas estão em águas profundas, com custos de produção mais elevados, enquanto as reservas em águas rasas, mais baratas, representam 33,3 por cento.

Lançamento do FPSO Kaombo
A 10 de Novembro do corrente entra em funcionamento no Bloco 32, a Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarregamento de Crude (FPSO) Kaombo Norte, que inclui seis campos com reservas estimadas de 658 milhões de barris.