Capa

Petróleo mais atractivo

O petróleo está a corrigir de máximos de Maio, depois de ter superado os 80 dólares com a ameaça do Furacão Florence a atingir a produção norte-americana.

O petróleo está a corrigir de máximos de Maio, depois de ter superado os 80 dólares com a ameaça do Furacão Florence a atingir a produção norte-americana. A tempestade diminuiu a sua intensidade e está agora na categoria 2, baixando assim o impacto na produção de barris. O WTI, negociado em Nova Iorque, é o que perde mais com uma desvalorização de 1,02% para os 69,64 dólares. Já o brent, negociado em Londres, desliza 0,55% para os 79,29 dólares.
Neste momento as dúvidas centram-se na reunião de 23 de Setembro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e na capacidade de aumentar a produção para fazer face à queda da oferta no Irão e, recentemente, nos Estados Unidos. Neste momento existe a dúvida sobre se a crise dos mercados emergentes vai agravar-se, o que poderá colocar em causa a procura internacional por petróleo.

Bolsas europeias sobem
A Europa abriu ontem, quinta-feira, dia 13 de Setembro, em terreno positivo, depois de as bolsas asiáticas terem, no geral, tido uma sessão positiva. Em causa está a nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e a China anunciada numa altura em que Donald Trump já pode accionar as tarifas sobre 200 mil milhões de euros em bens chineses.
A reunião dá um sinal positivo aos investidores e às empresas que se queixaram da política comercial de Washington, mas a cautela mantém-se uma vez que ainda na semana passada Trump ameaçou taxar todas as importações chinesas.
Neste momento, o Stoxx 600 segue em alta, subindo pela segunda sessão consecutiva. O índice que agrega as 600 principais cotadas europeias está a valorizar 0,29% para os 378,16 pontos A contribuir para esta valorização estão as cotadas das matérias-primas e do automóvel, dois sectores que são mais permeáveis às novidades da guerra comercial. O sector da banca está também a subir assim como o tecnológico. As principais praças europeias também negoceiam em alta, como é o caso do PSI-20. A bolsa nacional sobe 0,53% para os 5.335,10 com o contributo positivo do BCP, da Jerónimo Martins e do sector do papel.

Itália vai aos mercados
Os juros da dívida soberana na Europa aguardam a conferência de imprensa de Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, que volta hoje a ter uma reunião de política monetária. Não são esperadas grandes mudanças, mas os investidores pretendem saber mais pormenores sobre a retirada dos estímulos à Zona Euro, nomeadamente qual será a estratégia de reinvestimento do BCE quando o programa de compras terminar em Dezembro. Além disso, a Bloomberg avançou que a previsão de crescimento poderá ser revista em baixa por causa da guerra comercial, que está a afectar a procura externa.

Diamantes voltam a ser cobiçados
A procura global dos consumidores por diamantes deu a volta no ano passado. O mercado norte-americano foi o grande propulsor dessa recuperação, compensando as quedas em outros mercados. Segundo um relatório da mineira De Beers, a procura por diamantes aumentou significativamente, registando-se uma subida de 2,2% das vendas para 82 mil milhões de dólares. No caso dos EUA as vendas subiram 4,2% para os 43 mil milhões de dólares.