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“Air Connection Express” desactivada dos radares

O projecto de aviação civil “Air Connection Express”, consórcio cujo sócio maioritário é a Taag e que integra a Enana, Bestfly, Air Jet, Air 26, Air Guicango, Diexim, SJL e Mavewa, com previsão para operar a partir de 2019, com aeronaves do tipo Q400 foi desactivada, esta semana, pelo Presidente da República, João Lourenço.

O projecto de aviação civil “Air Connection Express”, consórcio cujo sócio maioritário é a Taag e que integra a Enana, Bestfly, Air Jet, Air 26, Air Guicango, Diexim, SJL e Mavewa, com previsão para operar a partir de 2019, com aeronaves do tipo Q400 foi desactivada, esta semana, pelo Presidente da República, João Lourenço.
O Chefe de Estado na entrevista que concedeu à televisão europeia Euronews declarou que a “Air Connection Express”, anunciada recentemente pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, para garantir voos domésticos em Angola, “não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia”.
O JE apurou que as companhias privadas que integram o projecto deviam entrar no consórcio com uma participação de 1,7 milhões de dólares para o início do processo de capitalização. Air Connection assinou no início de Maio um contrato com a canadiana Bombardier, para o fornecimento de seis aviões do tipo Q400, numa parceria público-privada avaliada em usd 143 milhões.

Visão do sector
Neste contexto, o ministério dos Transportes augurava fazer com que o ensaio, a ser implementado por estes operadores, viria marcar a abertura de um novo livro na aviação civil e ditar a criação de bases aéreas regionais.
Entretanto, o ensaio visava ainda dar resposta a preocupação das populações a nível do transporte aéreo, para reforçar a coesão social e económica.
O projecto resulta de um financiamento montado por um sindicato bancário composto e liderado pelo banco angolano BNI e pelos Bancos de Desenvolvimento Afrexim, sedeado no Egipto, e o EDC – Export Development do Canadá.
Os dois primeiros financiarão a “dívida júnior”, enquanto o EDC financia a sénior, estando já garantido 90 por cento do capital para a aquisição, havendo a necessidade do “aporte” de 10 por cento por parte dos accionistas e a necessidade de garantia soberana para assegurar o financiamento. as aeronaves da Air Connection Express vão parquear em quatro bases regionais, designadamente no Norte, em Cabinda, no Sul, no Lubango, no Leste, no Luena, e no Centro, em Benguela, fazendo a ponte aérea com Luanda e garantindo o transporte interprovincial.