Infraestrutura

Soyo ganha nova unidade industrial

O sector industrial do município do Soyo, província do Zaire, ganhou, recentemente, uma fábrica de tratamento e engarrafamento de água mineral, denominada “M’pampa”, do grupo empresarial “Dania, Lda”, num investimento de 600 milhões de kwanzas, dos quais, 70 por cento do financiamento foi disponibilizado pelo BFA, através do programa “Angola Investe” e o restante é capital próprio.

O sector industrial do município do Soyo, província do Zaire, ganhou, recentemente, uma fábrica de tratamento e engarrafamento de água mineral, denominada “M’pampa”, do grupo empresarial “Dania, Lda”, num investimento de 600 milhões de kwanzas, dos quais, 70 por cento do financiamento foi disponibilizado pelo BFA, através do programa “Angola Investe” e o restante é capital próprio.

Localizada no bairro Kikuilo, na comuna do Sumba há cerca de 25 quilómetros da cidade do Soyo, a unidade fabril tem uma capacidade instalada para numa primeira fase engarrafar mais de 1,2 milhões de litros de água mineral por mês, e está a ser gerida por uma das empresas do grupo Dania, Lda, a Nencaza-Óleos e Serviços.

A fábrica, cuja cerimónia inaugural teve a presença do ministro de Economia, Abrahão Gourgel, na companhia do governador provincial Joanes André, está projectada para produzir em termos físicos um milhão de garrafas de 0,5 litros e 850 mil outras de 1,5 litros de água mineral/mês, perfazendo um total de 1,2 milhões de litros, a partir de uma nascente, cujo volume de venda bruta nesta primeira fase está estimada em média na ordem dos 48 milhões de kwanzas por mês.

O empresário e proprietário da infra-estrutura, Adriano Manuel, disse à reportagem do JE que o grupo Dania está apostado na diversificação da economia nacional para a redução da dependência do sector petrolífero, na criação de mais empregos e rendimentos para os angolanos, cuja solução passa pela promoção de iniciativas ousadas dos empresários nacionais na busca de soluções para o desafio proposto pelo Executivo.

A melhoria da actividade industrial, como frisou o empresário, vai constituir-se numa parte da estratégia a médio prazo, com vista a procurar e encorajar outras actividades na região para diversificar cada vez mais a carteira de investimentos da empresa.

Fruto deste encorajamento uma das empresas do grupo recebeu do Banco Millennium Angola, um financiamento, também no âmbito do “Angola Investe”, para construção de uma nova linha de água mineral em galões de cinco litros.

“Prevemos o seu arranque em Janeiro do próximo ano. Todo este esforço é no espírito de continuidade do crescimento económico e melhoria da renda das famílias. Os nossos esforços ao longo da última década têm sido diversificados e continuaremos a manter os nossos esforços”, garantiu.

O empresário Adriano Manuel, pediu ao Executivo a renegociação com a banca comercial, os prazos de amortização dos financiamentos concedidos para investimentos, através do “Angola Investe”, no sentido de maximizar os negócios feitos e criar assim maiores possibilidades de reembolso.

“Apesar de estarmos satisfeitos com a criação do programa Angola Investe, pedimos ao Executivo que renegocie com a banca comercial os prazos de amortização dos financiamentos concedidos para investimentos, porque quanto maior forem os prazos, maior será a probabilidade de nós investidores reinvestirmos em outros segmentos de negócio ou mesmo na ampliação do próprio negócio”, pediu.

Adriano Manuel sugere a criação de bancos de investimento para financiar exclusivamente projectos ligados à indústria com prazos mais dilatados.

Garantias
Para o presidente do Conselho do Fundo de Garantia, João Júlio Fernandes, disse que, o programa “Angola Investe”, os financiamentos são feitos através do crédito bancário e o problema que acontece é uma deficiência do mercado. Para ele, as pequenas e médias empresas têm tido dificuldades em oferecer garantias aos bancos, daí o papel interventivo do fundo de garantias.

Para aqueles casos em que os empresários apresentam problemas de garantias que os bancos solicitam, como assegurou, o Fundo de Garantia de Crédito entra com a garantia pública que vai até 70 por cento o máximo, de forma a viabilizar que os financiamentos do crédito ocorram.

Para o funcionamento da fábrica de água mineral empregou 30 jovens angolanos, provenientes de diversos cantos do país, entre os quais, oito mulheres e 19 homens.

Suzana de Carvalho, 37 anos, colocada na área de produção, disse à reportagem do JE que, apesar de não ser o seu primeiro emprego, mas considera ser um desafio muito bom e sente-se bem com o emprego por estar entre os profissionais angolanos seleccionados para trabalhar a fábrica Mpampa.

“Agradeço ao proprietário da fábrica por nos dar uma oportunidade de estarmos aqui a trabalhar. Vamos mostrar que somos capazes de levar este barco adiante”, frisou.

Catalisador económico
O ministro da Economia, Abrahão Gourgel, disse aquando da inauguração da fábrica de água mineral, ser uma satisfação testemunhar o arranque do referido empreendimento, resultante do programa “Angola Investe”, tido como um grande catalisador da mudança estrutural do tecido empresarial angolano.

Segundo o ministro, o Executivo angolano, está empenhado e de modo proactivo, na promoção de condições mais favoráveis para um envolvimento maior e mais actuante do sector privado na economia nacional.

“O empreendimento por um lado é um compromisso da parceria entre o sector produtivo, financeiro e os empresários para contribuir na aceleração do processo de diversificação da nossa economia, por outro, a confiança de uma empresa nacional, em contribuir activamente para o processo de crescimento e de desenvolvimento da economia local e nacional”, frisou.

Na ocasião, o governador do Zaire, Joanes André, disse que, a unidade fabril vai permitir a redução de importação de água mineral, porque existem condições para tal, daí ter convidado outros empresários locais, nacionais e não só, a investirem na província, uma vez que, existem diversas áreas por explorar.

“A implementação desta fábrica é um exemplo claro para aqueles que duvidam de que Angola está a crescer”, disse, Joanes André.
O governador do Zaire reforçou o pedido, apelando aos bancos sedeados na província para continuarem a conceder com juros bonificados empréstimos necessários.