Infraestrutura

Produção diamantífera atinge recorde em 2015

A produção diamantífera no país, atingiu o recorde em 2015, a informação foi avançada pelo ministro de Geologia e Minas.

A produção diamantífera no país, atingiu o recorde em 2015, a informação foi avançada pelo ministro de Geologia e Minas.

Francisco Queiroz que falava à imprensa durante a cerimónia que marcou o balanço de 2015, afirmou, que de Janeiro à Novembro de 2015, foram produzidos, mais de oito milhões de quilates de diamantes, (8.138.825,89), o equivalente a mil milhões 77 milhões 741 mil dólares norte-americanos de receita bruta. Deste valor, mais de 859 milhões de dólares resultaram do diamante produzido industrialmente e 218 milhões de dólares de receita artesanal.

A julgar pelos indicadores, estima-se que até Dezembro de 2015, o sector vai produzir mais de 8 milhões 21 mil e 500 quilates de diamantes.
Comparativamente ao ano de 2013, o sector registou, um crescimento de três por cento em valor e volume de produção. Já 2014, o sector registou um crescimento de 1, 40 por cento no volume de produção, ao passo que o preço registou uma descida negativa de 10, 17 por cento, face ao preço do petróleo no mercado internacional.

Balanço
Francisco Queiroz, considerou 2015, um ano positivo a julgar pelos indicadores de produção diamantífera ao atingir 74,45 por cento no volume de receitas brutas. Destes cifras a produção artesanal alcançou, 144 e 115 no volume.

Com a subida para estas cifras, eleva para 85,12 por cento da produção total de diamantes brutos e 84,18 por cento de receitas.

O titular da pasta garantiu, que as metas definidas no plano nacional de desenvolvimento em relação a produção artesanal foram alcançados, a julgar pelos estudos feitos na altura em que se pensava, que no período 2012-2017, actividade iria registar uma diminuição com o alargamento da actividade industrial.

Previsões
Para 2016, a meta é produzir oito milhões 962 mil 148 quilates, distribuídos em oito milhões para 101 mil para a produção industrial e 860 mil 424, quilates provenientes da produção artesanal.

Durante o ano de 2015, o sector gerou, 18 mil 885 empregos, dos quais, 12 mil 590 nacionais e 6 mil 295 expatriados.

Lapidação de diamantes
Questionado sobre a fábrica de lapidação de diamantes o ministro de Geologia e Minas, Francisco Queiroz explicou, que ela sofreu uma paralisação devido a parceria com o investidor, que não gerou resultados tal como previsto inicialmente.
“ A fábrica estava a somar prejuízos na área técnica e financeira daí a sua paralisação”, disse.

Neste preciso momento, a fábrica está numa fase de reestruturação, pelo que vai se tornar uma escola para formação de lapidadores para outros fábricas.

O ministro explicou, que a meta do Executivo não é fazer investimentos directos neste segmento, mais sim, estimular para que a iniciativa privada possa apostar neste segmento de negócio. “Gostaríamos de apelar investidores privados apostar cada vez mais neste segmento de negócio”, disse o ministro.

O número um no Ministério de Geologia e Minas, mostrou-se optimista quanto aos resultados do Planageo, um instrumento que considerou crucial, para definição de estratégias de investimento no sector.

A título de exemplo, explicou, que países como Moçambique entraram na rota de produção mineração mundial, com apresentação do plano. Apesar da exiguidade de recursos mineirais neste país, definiu uma estratégia de exploração mineira que lhes permite gerar recursos para o Orçamento Geral do Estado. Um exemplo, que Angola, vai implementar nos próximos anos.

O Planageo angolano é muito abrangente e cobre todos sectores pelo, que no futuro vai se tornar fonte de receitas para elevar as cifras do sector não petrolífero. Segundo explicou, até 2017 a meta é produzir a informação geológica. A partir de 2020, vai se iniciar o processo de captação de investimentos e em 2030, ombrear com o sector petrolífero na produção de
receitas para do OGE.