Infraestrutura

Produção de cereais atinge 50 por cento

A  produção de cereais registou, durante o ano passado, uma média de 2,5 milhões de toneladas, o que representa apenas 50 por cento das necessidades do país, estimadas em 4,5 milhões de toneladas para cobrir o mercado interno.

A produção de cereais registou, durante o ano passado, uma média de 2,5 milhões de toneladas, o que representa apenas 50 por cento das necessidades do país, estimadas em 4,5 milhões de toneladas para cobrir o mercado interno.

A informação foi avançada, recentemente, em Luanda, pelo director-geral do Instituto Nacional de Cereais (INCER), Benjamim Castelo, que acrescentou que o défice está afectar a ração para os aviários em muitos pontos do país.

“A produção de aves e francos podia aumentar, se a cultura de milho tivesse crescido para alimentar toda está cadeia produtiva de alimentação e poder assim, baixar os custos”, disse.

O incremento da produção nacional contribuirá também, para a redução decisiva de carne importada, implicitamente para a matéria-prima.

Apoios
Para inverter o quadro actual, o Executivo angolano, através do Ministério da Agricultura está a injectar no mercado, sobretudo no seio de camponeses organizados em associações, sementes melhoradas que possam assim contribuir para a melhoria do sector.

Está também a trabalhar conjuntamente com as instituições financeiras para crédito financeiro agrícola para que os camponeses tenham acesso a um preço subvencionado dos fertilizantes e sementes.

Segundo ele, apesar da zona Sul de Angola ser a mais referenciada na produção do milho pode ser praticada também nas províncias do Norte de Angola como Malange, Cuanza Norte, ainda assim há dificuldades de suprir essa necessidade, o que está a começar a afectar outros segmentos paralelos onde os cereais representam 70 por cento.

Projecto agro-pecuário
Por exemplo, a administradora da fazenda “Pérola do Kikuxi”, Elizabeth Dias dos Santos, disse que para a produção de ovos são necessárias grandes quantidades, obtendo uma produção diária de 600.000 ovos.

Revelou que o projecto agro-pecuário está a desenvolver várias medidas para manter as metas 870.000 ovos por dia e em Dezembro deste ano começar outras actividades ligadas à produção.

“A ração continua a ser a grande dificuldade para cumprir com o aumento de produção e efectivar outras actividades, onde o ovo constitui o epicentro para a sua efectivação”, sublinhou.

Produção de café
O director-geral do Instituto Nacional do Café de Angola (INCA), Ferreira Neto, disse, recentemente, que há necessidade de se incrementar a produção do grau já que no mercado a sua quota continua alta.

O responsável, frisou que o país possui 560.000 hectares para a produção do café, com destaque para as províncias do Uíge, Cuanza Sul, Bié, Cuanza Norte.

Na sua óptica, o incremento da produção do café pode aumentar no Pib, já que no mercado externo o café produzido em Angola é bastante procurado.

Além das províncias com potencial de produção reconhecida no “bago vermelho”, há também a necessidade de se explorar outros pontos de Angola com ensaios de vária espécie.

“Angola pode deixar de depender do petróleo, caso a actividade agrícola se implemente em grande escala, e incentivar as culturas com alto custo de venda no mercado internacional”, revelou.

O uso de tecnologias de ponta, mecanizar o sistema produtivo, manter a formação permanente dos quadros ligados à produção do café é apontado pelo responsável como outra forma de criar riqueza a partir deste sector agrário.

Revitalização
Dada a importância do café no desenvolvimento do país e na obtenção de receitas para a diversificação da economia, o Executivo angolano traçou um plano estratégico para o aumento da produção de café e a revitalização da indústria cafeícola com vista a torná-la atractiva e rentável.

Esta estratégia passa pela implementação de programas específicos, nomeadamente recuperação e desenvolvimento do sector, fortalecimento da classe empresarial e a melhoria das condições de vida das comunidades rurais.

Este programa pretende apoiar até 2017 cerca de 678.797 explorações agrícolas familiares,12.000 explorações agrícolas empresariais, uma área de 929.699 hectares, onde se prevê uma produção de 158.053 toneladas de café comercial.

Até 2017, prevê-se a produção de 33.031 toneladas de sementes de qualidade, 100.000 mudas, instalação de 1.210.486 viveiros além de 66.967 novas plantações.